quarta-feira, abril 24, 2024

Crítica | Madame Teia – Dakota Johnson em aventura Sessão da Tarde que parece saída dos anos 90

Os fãs da Marvel já entenderam uma divisão: por um lado, boa parte da franquia está sendo produzida pelo duo Marvel-Disney, que detém a maior parte dos direitos da obra de Stan Lee; por outro, há o universo do Homem-Aranha, que vem sendo produzido pela Sony em parceria com a Marvel.

Dessa segunda vertente, os fãs foram presenteados com três trilogias do amigão da vizinhança, além de uma nova ramificação em versão animada do universo de Spiderman e filmes sobre os grandes vilões. Após tanta empreitada com protagonismo masculino, chega agora aos cinemas brasileiros o longa ‘Madame Teia’, que faz parte desse conjunto mas segue por um caminho totalmente independente.

Cassie (Dakota Johnson, que se distancia de vez de seu papel na franquia ‘Cinquenta Tons de Cinza‘) cresceu sem família, apenas com uma caixa com lembranças de sua mãe, que falecera durante uma viagem à Amazonia peruana, onde fora para pesquisar um tipo raro de aranhas. Hoje uma jovem mulher, Cassie trabalha como paramédica de um hospital numa grande cidade, mas tem dificuldades de criar laços afetivos com pessoas, resumindo seu ciclo de amizades a seus colegas de trabalho. Após uma experiência traumática, Cassie começa a vivenciar episódios muito confusos de deja vu: em um momento ela está realizando uma atividade comum; no outro, ela se torna observadora de eventos que não ocorreram, como que mostrando uma nova possibilidade para o mesmo evento. Incerta sobre o que está lhe acontecendo, Cassie busca respostas, mas seu caminho acaba se cruzando com os de Julia (Sydney Sweeney), Anya (Isabela Merced) e Mattie (Celeste O’Connor), três adolescentes que, de uma hora para a outra, passam a depender de Cassie para sobreviver ao perigoso Ezekiel Sims (Tahar Rahim).

Em suas quase duas horas de duração, ‘Madame Teia’ é aquele típico filme de entretenimento pipocão que é exibido na Sessão da Tarde. E parece ter saído direto dos anos 90. Nesse sentido, podemos entender que a direção de S.J. Clarkson foi bastante objetiva, seguindo à risca a cartilha batida dos filmes de super-heróis – sem muita inovação ou estilo próprio.

A história original tem lá suas viagens, e o roteiro de Matt Sazama, Burk Sharpless, Claire Parker e S.J. Clarkson mantém alguns desvios originais (como o tal grupo Las Arañas, que não existem de fato no Peru, e que é estrelado por pessoas claramente não-peruanas). Fora isso, o roteiro consegue acompanhar o vai e vem das visões da protagonista construindo um intrincado labirinto de cenas que acontecem repetidas vezes para ilustrar as diversas possibilidades encaradas por Cassie e que são muito bem dirigidas por S.J. Clarkson. É nesse ponto, na jornada pessoal da protagonista, que o roteiro foca a maior parte do enredo; porém, há muita história para esse primeiro filme, de modo que outras tramas acabam ficando aceleradas e superficiais.

Em suma, ‘Madame Teia’ entrega aquele clichezão dos filmes de super-herói que vem sendo usado à exaustão nas últimas décadas: aventura, drama pessoal, superpoderes imbatíveis, um vilão simples e pouco coeso e efeitos especiais duvidosos aos montes.

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