Do que vale a palavra quando há interpretações sobre a ética? Homônimo (pelo menos o título em português) a um excelente filme do final dos anos 90, dirigido por Michael Mann, com Al Pacino e Russell Crowe no elenco, O Informante lançado em 2021 pela Netflix, no final do mês de abril, busca de maneira despretensiosa chegarmos à conclusões, ou pelo menos refletir sobre, a filosofia moral, também chamada de ética, dentro de um combate emocional preenchido com licença poética em relação a uma não aceitação provocada pelo desespero. Em um imenso tabuleiro onde as regras são quebradas instantaneamente pela ganância, o desejo de estar no controle e um já batido desfile de hipocrisia acompanhamos a saga de um homem com destino duvidoso que consegue muitas vezes estar no lugar, na hora errada, mas que assume os erros que comete pelo caminho. O filme é dirigido pelo cineasta italiano Andrea Di Stefano.

 

Na trama, acompanhamos o ex-soldado Pete Koslow (Joel Kinnaman), casado com Sofia (Ana de Armas), que após uma situação emocional que envolveu uma briga no passado vai parar na prisão pegando uma pesada pena por seus atos. Acaba virando informante do FBI, mais precisamente da unidade chefiada pelos agentes Wilcox (Rosamund Pike) e Montgomery (Clive Owen) que estão atrás da prisão de membros de uma organização criminosa polonesa chefiada por Klimek (Eugene Lipinski).  Só que durante a conclusão dessa parceria, uma situação acontece o que faz Pete ter que trilhar novos caminhos em busca de sua liberdade.



Há pontos interessantes nesse longa-metragem que fora lançado fora do Brasil meses atrás. O imprevisível cenário dos conflitos éticos ou morais se associam com a parábola escancarada de um duelo sob a informação entre o departamento de polícia de Nova Iorque e a mais famosa agência federal do mundo, o FBI. Um outro fator interessante, e até mesmo trivial em sua essência, é como se coloca em cheque a função do vilão em um filme que pune o protagonista, as várias variáveis sobre a questão, que vão desde quem deveria exercer a ética e respeitar as normas das leis e também sob a ótica do crime organizado e suas acopladas ações à atitudes sem escrúpulos. A direção é competente, principalmente em dar dinâmica à camada superficial de sua trama, mostra o movimento e interações dos personagens, o sofrimento vivido pelo quase sem esperança protagonista.

Mas nem tudo se encaixa. Por exemplo, a trama chega com força no alto clímax instaurado, em um arco distante de qualquer redenção mas pretencioso em tentar chegar à razão e conclusões de subtramas que apenas compõem a engenharia criativa de todo o contexto. Joel Kinemann dentro de seu quase enigmático e por vezes perdido personagem se esforça nas profundas camadas emocionais de sua construção introspectiva mas há muitas limitações em sua atuação.



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