InícioCríticasCrítica | O Sol de Riccione – Belas Praias e Azaração Juvenil...

Crítica | O Sol de Riccione – Belas Praias e Azaração Juvenil em Filme Italiano estilo ‘Malhação’


Sol, calor e juventude. Três coisas que, combinadas juntas, são sinônimo de muita festa, curtição, autoaprendizado e promessas inesquecíveis que duram por um verão. É nessa vibração que acontece ‘O Sol de Riccione’, nova comédia romântica voltada para o público jovem-adulto que acaba de chegar à Netflix.

Riccione, para quem não conhece, é um balneário às margens do Mar Adriático, bastante frequentada por turistas europeus durante as férias de verão no meio do ano. E é frequentada também por Marco (Saul Nanni), que, há cinco anos se encontra com uma turma na praia pois é lá que sua crush Guenda (Fotinì Peluso) vai, embora ele nunca tenha se declarado a ela. A vida deles cruza com a de Ciro (Cristiano Caccamo), um jovem que sonha em ser cantor, mas que acaba conseguindo um emprego de salva-vidas de um hotel à beira da praia, e com Vincenzo (Lorenzo Zurzolo), um rapaz cego que vai passar as férias de verão com a mãe controladora, Irene (Isabella Ferrari), mas que, graças à tecnologia acaba travando uma amizade virtual com Camilla (Ludovica Martino).



A trama simples e entrelaçada de diversos personagens emprega agilidade ao filme de uma hora e quarenta de duração. Com tantas histórias para resolver em tão pouco tempo, porém, o roteiro de Caterina Salvadori, Ciro Zecca e Enrico Vanzina acaba acelerando em algumas partes para dar logo a solução daquele núcleo, e, por vezes, insere personagens e/ou situações apenas para tornar as decisões dos protagonistas mais fáceis. Talvez se o filme tivesse um pouco mais de tempo ou mesmo se ganhasse o formato de série – como ‘Malhação’, cuja estrutura é bastante similar – as soluções encontradas não precisassem ser tão fáceis, e os desafios dos personagens pudessem ganhar maior profundidade.

Mas isso não tira o frescor e o brilho desse ensolarado ‘O Sol de Riccione, que consegue passar a sensação de curtição veranil para o espectador que está em casa assistindo. O diretor Younuts acertou em dar muito espaço para a luz do sol entrar em seu filme e acender o potencial juvenil de seu elenco, que conduz o filme com bastante descontração, em diálogo direto com seu público alvo.

Para quem está buscando um romancezinho gostosinho com sabor de água do mar, ‘O Sol de Riccione’ é um bom passatempo, além de apresentar um paraíso turístico pouco conhecido para os brasileiros. Um filme adorável e duradouro na medida de um amor de verão.

Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.
MATÉRIAS
CRÍTICAS

NOTÍCIAS