quarta-feira, fevereiro 21, 2024

Crítica | Oferenda ao Demônio é uma grande SURPRESA para os fãs de TERROR!

Quando falamos de filmes de terror com foco em possessão demoníaca, quase sempre o enredo aborda uma trama que perpassa pelo viés católico, mostrando o quanto padres (e, mais recentemente, freiras) enfrentam suas batalhas, pessoais e comunitárias, para salvar as almas tomadas pelas criaturas do submundo. Apesar de ser bem mais comum ver esse tipo de narrativa no cinema, ela não é a única no gênero do terror, por isso, é sempre uma boa satisfação ver outros tipos de história chegarem ao grande público, trazendo diversidade a um gênero que precisa constantemente se inovar. É o caso do longa ‘Oferenda ao Demônio’, terror judaico que chega a partir dessa semana às salas de cinema do país.

Faz muito tempo que Arthur (Nick Blood) se distanciou do pai, Saul (Allan Corduner), porém, agora que sua esposa, Claire (Emily Wiseman), está grávida, ele decide voltar a se conectar com o pai e com o negócio da família, no subúrbio de Nova York. Acontece que sua esposa é uma gói, uma mulher não judia, e isso contribuiu para o distanciamento de sua comunidade para com ele, além de, bom, o negócio da família ser uma funerária, dentro da própria casa. Apesar das desavenças, Arthur e Claire vão visitar Saul, pois, secretamente, Arthur colocou a casa do pai como garantia em um empréstimo, e precisa que ele assine os papéis. Entretanto, durante a visita, que já é tensa por si só, um cadáver chega ao necrotério familiar, trazendo, dentro de si, um demônio com sede de vingança.

O roteiro de Hank Hoffman desde o início vai construindo uma base escorregadia para a motivação do protagonista, tornando-o aos poucos o malvado da história, com uma argumentação que coloca o personagem Heimish (Paul Kaye) como o centro da conversa – que poderia ter sido facilmente resolvida se o protagonista não fizesse tudo às escondidas sempre e fosse capaz de conversar com o próprio pai (relação esta que não se desenvolve nem se explica nesse sentido). Apesar de o protagonista ser um grande bunda mole, os outros personagens são interessantes, e a construção do tal demônio é bem maneira, com uma resolução interessante.

Oliver Park fez uma boa escolha de locação, uma casa antiga e super atapetada que ajuda a ambientar o clima sufocante de tensão. O demônio não é exatamente assustador, mas entra em cenas que podem proporcionar uns jumpscares de leve. A sequência final de embate com a criatura demoníaca é realizada de maneira intrigante, compensando o primeiro arco inseguro da história.

Com uma hora e quarenta de duração, ‘Oferenda ao Demônio’ é uma boa surpresa que chega aos cinemas. A história poderia ter sido tranquilamente feita com um pano de fundo católico, entretanto, ao optar por ter como argumento a religião judaica, a história de Jonathan Younger ganha em trazer frescor a um gênero que, comercialmente, anda quase monotemático. Assim, os fãs de terror poderão ter a oportunidade de ver como se combate demônios (e, bom, como se os invoca) em outras línguas e costumes também. Afinal, o cinema diverso e inclusivo é sobre isso também.

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