Crítica | Operação Overlord – Terror de J.J. Abrams é sangrento, assustador…  e MUITO divertido!

Crítica | Operação Overlord – Terror de J.J. Abrams é sangrento, assustador… e MUITO divertido!

Nota:

Os fãs de filmes de terror e suspense podem comemorar, pois estamos em uma das melhores safras em muito tempo. Após cansar o público com sequências de franquias como ‘Jogos Mortais‘ e ‘Atividade Paranormal‘, os estúdios viram seu rendimentos caírem bruscamente e decidiram que era hora de criar algo novo. Sorte a nossa.

Após ‘Um Lugar Silencioso‘, ‘Hereditário‘ e ‘Buscando...’, fui surpreendido novamente com ‘Operação Overlord‘ – terror produzido pelo mago J.J. Abrams (‘Super 8’), que pode ser descrito como uma deliciosa viagem para o inferno.

São poucos os filmes que conseguem te aterrorizar e ainda assim te divertir, e ‘Operação Overlord‘ realiza essa façanha com louvor e muito estilo. Por mais que você se contorça no cinema com cenas sangrentas de cair o queixo, você está se deliciando por dentro com a bizarrice da história e a genialidade do roteiro escrito por Billy Ray.



A trama se passa durante a Segunda Guerra Mundial, faltando poucas horas para o Dia D – um momento que realmente existiu e marcou o início da queda dos nazistas. Uma equipe de paraquedistas norte-americanos invade a França para realizar uma missão que é crucial para derrubar Hitler. Com a tarefa de destruir um transmissor de rádio sobre uma igreja fortificada, os soldados desesperados juntam forças com uma jovem francesa para penetrar nas muralhas e derrubar a torre. Mas, em um misterioso laboratório nazista sob a igreja, eles se encontram frente a frente com inimigos diferentes de qualquer outro que o mundo já tenha visto.

É difícil categorizar o filme em apenas um gênero: Ele começa como um pesado drama sobre a Segunda Guerra Mundial, com cenas de tiroteio e partes de corpo humano voando para todos os lados (no estilão Steven Spielberg e seu Soldado Ryan), se transforma em um suspense sobre invasão, e de repente se torna um terror gore extremamente assustador. E mesmo navegando entre vários gêneros, o filme é bem sucedido em todos eles e tem uma trama redondinha – que não deixa pontas soltas.

Entregar mais que isso é estragar a surpresa de ‘Operação Overlord‘: quando mais você souber, menos vai se divertir. Então se segure, e corre pros cinemas ainda “virgem” de informações sobre o terror.

O diretor Julius Avery é extremamente bem sucedido em nos assustar, e é incrível seu poder para entregar cenas violentas e sangrentas – sempre usando maquiagem e litros de sangue ao invés de CGI, um grande acerto. Algumas cenas são tão chocantes que vão te deixar enojado (“S’il vous plaît“), ao mesmo tempo em que consegue te fazer rir. Os exageros do roteiro são DELICIOSOS, homenageando os clássicos de terror dos anos 80 e 90.

O elenco de jovens talentos está totalmente em sintonia, com destaque para Pilou Asbæk (‘Game of Thrones’) – que entrega um vilão assustador e implacável; Wyatt Russell como o bad boy que tem sua redenção em uma jornada sinistrona; e Jovan Adepo – o jovem e doce protagonista que se vê em meio a uma guerra que ele não gostaria de estar, mas não sairá dela sem salvar todos seus amigos.

A atriz francesa Mathilde Ollivier também se destaca como uma garota bad-ass que ajuda os protagonistas, ao lado do seu fofo irmãozinho, vivido pelo ator mirim Gianny Taufer.

Operação Overlord‘ te leva para uma montanha-russa infernal, é um filme extremamente perturbador, brutal, violento, gore e cheio de cenas de horror que vão te chocar, mas nunca deixa de divertir enquanto te assusta. É um revival genial dos filmes de terror clássicos, aqueles que usavam poucos artifícios para te aterrorizar: um roteiro brilhante e muitos, muitos galões de sangue. Imperdível.

 





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