Crítica | Pokémon – Mewtwo: Contra-Ataca – Evolução – O amadurecimento dos pokémons


Geração entra, geração sai, e as crianças continuam vidradas nos pokémons. O fascínio pelo mundo criado por Satoshi Tajiri, em 1995, que retrata bichinhos fofinhos e diferentes treinados pelos seres humanos para batalhar e evoluir atrai cada vez mais pessoas mundo afora. E, após o sucesso de ‘Detetive Pikachu‘, em 2019, ficou evidente que os fãs querem mais filmes sobre o universo pokémon, então, por esta e outras razões é que nos chega agora o longa de animação ‘Pokémon: Mewtwo – Contra-Ataca – Evolução‘, disponível desde fevereiro na Dona Netflix.

A trama começa com um grupo de exploradores desbravando a floresta atrás do lendário Mew, o pokémon mais raro e mais forte de todos. Só que eles conseguem encontrar um fio do Mew, e, através desse fio, eles realizam modificações genéticas que resultam na criação de Mewtwo – um pokémon mais forte ainda, com poderes telecinéticos, capaz de falar e entender os humanos e de criar e controlar os outros pokémons. Só que Mewtwo entra em crise existencial, sem entender sua própria origem, e, nessa busca, acaba culpando os humanos pela forma com que tratam seus iguais.

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Primeiramente, é preciso ressaltar que esta é uma repaginação de ‘Pokémon – O Filme 2000’, lançado em 1999. A história é exatamente a mesma. A diferença está na técnica utilizada para o novo longa:  tendo se passado mais de vinte anos do primeiro filme, as crianças de hoje já não curtem mais a estética de animação em 2D, portanto, buscando atrair as novas gerações de fãs dos bichinhos lutadores, a produtora japonesa decidiu repaginar o formato de sua história. Assim, o novo filme é todo produzido em estilo 3D, com muito CGI e efeitos visuais deslumbrantes, especialmente para retratar os efeitos de água e de fogo.

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As crises existenciais do Mewtwo, ao longo de 1h40 de filme, acabam ficando um pouco chatinhas devido a constante repetição, mas não interferem tanto na recepção do espectador (na verdade, faz a gente revirar os olhos). Aliás, o próprio Mewtwo quando aparece para os outros, tem uma entrada triunfal meio estilo Fantasma da Ópera. É sério! Até a música tema que toca lembra o famoso personagem do teatro de Paris!

Por estar disponível na Dona Netflix, ‘Pokémon: Mewtwo – Contra-Ataca – Evolução’ figura entre os dez filmes mais assistidos do Brasil nas últimas semanas. Entretanto, é preciso ressaltar que, embora o universo Pokémon seja beeem fofinho e divertido, este filme, em específico, contém cenas em que os pokémons ficam lutando de maneira tal, que parte nosso coração. Pois é: o longa tem uma carga dramática bem intensa, então, não se surpreenda se você acabar chorando. No mais, é um longa muito bem feito, que vai agradar os fãs de todas as idades.

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Janda Montenegro
Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.