sábado, fevereiro 7, 2026
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Crítica | Santa Clarita Diet – Terceira Temporada está melhor do que nunca





A série mais deliciosa de todas retornou para sua terceira temporada. Criada por Victor Fresco (Louco por Você), Santa Clarita Diet conta a história de Sheila Hammond (Drew Barrymore), uma corretora que saiu para jantar, morreu e retornou à vida como uma morta-viva (não usamos a palavra zumbi por aqui, pois acreditamos que tenha um tom intolerante na mesma). Sei que vocês estão cansados de saber disso, portanto, vamos falar logo desta terceira etapa.

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Após encerrar com um cliffhanger de deixar qualquer espectador curioso para saber o que vinha a seguir, a criação de Fresco retornou respondendo muitas das perguntas que foram deixadas no ar durante o ano anterior. Como um verdadeiro filme que segue sendo exibido por três anos, a produção voltou exatamente do momento em que parou, sem passagem de tempo, para contar mais das desventuras dos Hammond. O roteiro de Santa Clarita Diet segue sendo uma das melhores coisas e sempre respeitando a coerência dos fatos. A série mantém a essência que a torna tão espetacular e cresce, cada vez mais, ao dar mais espaço para seus co-protagonistas.

Nesta temporada, Sheila, Joel (Timothy Olyphant), Abby (Liv Hewson) e Eric (Skyler Gisondo) precisaram encarar diversas situações diferentes que beiram o perigo e quase morte. Como sempre, a dramaturgia se desenvolve bem e traz momentos surreais e/ou fora da realidade normal de um ser humano para ser a solução das adversidades mostradas. É gostoso se deixar acreditar no universo de Santa Clarita.

Se você achava que Barrymore e Olyphant tinham química antes, a terceira temporada é a prova viva de que esses dois são uma verdadeira combustão. Todas as cenas em que ambos se encontram dá gosto de assistir. As atuações parecem se tornar ainda mais íntimas e ambos juntamente a Liv Hewson e Skyler Gisondo parecem ser uma verdadeira família. Ademais, é como se cada situação intensa que acontece a esses personagens só os aproximam ainda mais.

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Diante de todos os problemas que poderiam ter, lidar com a possível morte foi recorrente durante essa etapa. Sheila e Joel – ou deveria dizer Joelle? – estiverem diante do perigo por incontáveis vezes e disso surgiram amizades inesperadas. Entre Cavaleiros da Sérvia, mortos-vivos descontrolados, uma espécie de cientista sérvio querendo extrair o “sangue” dos undead e debates contínuos sobre aceitar ou não viver eternamente, o casal protagonista triunfou tanto em quesitos do trabalho dos atores quanto em estarem juntos.

Por outro lado, a trama aproveitou para desenvolver ainda mais Abby, exibir as camadas e raízes dela. Se antes ela já era uma verdadeira badass, agora está mais empoderada que nunca. Santa Clarita Diet utiliza e muito bem, diga-se de passagem, o humor impróprio e ácido para tratar assuntos debatidos em nossa sociedade atual. As discussões promovidas sobre machismo, neonazismo, empoderamento feminino, intolerância ao desconhecido, entre outros, são questões que a produção não hesita em colocar em pauta utilizando a metáfora dos mortos-vivos.

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Voltando aos personagens, é preciso destacar algumas participações: Radul (Dominic Burgess) e Janko (Stephen Full), os dois capangas do cientista sérvio que foram primordiais em arrancar risadas do público nas poucas cenas que apareceram, Tommy (Ethan Suplee), o ex-Cavaleiro da Sérvia favorito dos protagonistas. Ron (Jonathan Slavin), que apesar de todas as suas furadas, no final, foi bem útil. E por fim, mas não menos importante, Jean (Linda Lavin), a idosa que mal você conheceu e já deseja que esteja em todas as temporadas.

Por fim, é necessário admitir que toda sua produção técnica segue com a mesma qualidade anterior e a arte até se superou na criação dos membros humanos decepados e sendo devorados – chega a causar um nojo real em alguns momentos. A direção segue o padrão que adotou desde a primeira temporada, assim como a trilha sonora. É um equilíbrio exemplar de todos os quesitos necessários para compor uma boa sitcom.

Se o espectador acreditava que Santa Clarita Diet não poderia superar as bizarrices e excepcionalidade trazidas na segunda temporada, a terceira veio para provar que todo dia é um novo dia para se tornar ainda melhor e entregar uma trama que só trilha um caminho de sucesso.

PS.: Eu também estou me corroendo por dentro para saber como funciona, realmente, o Mr. Ball Legs.

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