segunda-feira, fevereiro 9, 2026
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Crítica | ‘Se Esse Amor Desaparecesse Hoje’ – Drama romântico sutil e de cortar o coração





Explorando a sutileza de uma relação sem esquecer de aprofundar em camadas, o longa-metragem sul-coreano Se Esse Amor Desaparecesse Hoje posiciona suas peças em um tabuleiro romântico, em busca daquele pedacinho que deixamos para quem amamos. Dirigido pela cineasta Kim Hye-young, o filme – que rapidamente alcançou o Top 10 da Netflix neste início de 2026 – percorre a juventude abordando temas como bullying, luto e o primeiro amor, a partir de uma conexão profunda que se estabelece entre seus personagens protagonistas.

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Kim Jae-won (Choo Young-woo) é um jovem e solitário estudante do ensino médio que leva uma vida simples ao lado do pai, um fotógrafo que trabalha com arte em vidro e ainda vive o luto pela perda da esposa. Um dia, após um desafio, ele toma coragem e vai ao encontro de Seo-yoon (Shin Si-ah), uma jovem que rapidamente o encanta.

Porém, nessa história que tinha tudo para rumar para um final feliz, descobre-se que Seo-yoon perdeu a memória após sofrer um acidente de carro e foi diagnosticada com amnésia anterógrada – condição que, ao acordar, esquece tudo que aconteceu no dia anterior. Com regras definidas desde o início, os dois vão se apaixonando e enfrentando os obstáculos que aparecem pelo caminho.

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Na linha de um ‘dorama’ – aquelas séries asiáticas marcadas por narrativas emocionais -, o filme constrói uma atmosfera de fábula, mas, à medida que avança em seu desenvolvimento, encontra questões existenciais marcantes, podendo alcançar muitos paralelos na realidade. Os mistérios do cérebro e a relação com as emoções ganham destaque, especialmente na principal reviravolta que acontece na trama – que pode pegar parte do público de surpresa.

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Vale também destacar que há uma delicadeza emocional gerando um ritmo contemplativo à maior parte do tempo, herança de um cinema asiático que sabe como ampliar complementos narrativos. A boa condução da direção e a química do casal de protagonistas engradecem a obra, que, entre lembranças e dilemas, convida o público para momentos de reflexão sobre o vazio existencial que pode atravessar muitas histórias do lado de cá da tela.

Seguindo, em parte, a lógica de ‘Como se Fosse a Primeira Vez’, Se Esse Amor Desaparecesse Hoje busca encontrar suas próprias originalidades, tornando-se um drama romântico sutil e de cortar o coração.

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Raphael Camacho
Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.

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