sábado, fevereiro 7, 2026
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Crítica | Shippados – Tatá Werneck em divertida série estilo ‘Os Normais’





A comédia sempre foi um marco nas produções nacionais e é possível observar a vasta carta que se tem quando a decisão tomada é a de assistir um produto deste gênero do nosso país. De uns tempos pra cá, os roteiristas, produtores e cia têm se reinventado neste meio e procurado trazer dramaturgias que sejam focadas nos acontecimentos presentes. Desta forma, o público mais jovem e ligado na tecnologia consegue se identificar.

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Shippados, nova série original da plataforma Globoplay, conta a história de dois jovens azarados, de personalidades peculiares, em busca do amor através dos aplicativos. Rita (Tatá Werneck) possui alguns traumas na bagagem e relata os acontecimentos da sua vida em um vlog. Enzo (Eduardo Sterblitch) divide o apartamento com Valdir (Luis Lobianco), que namora Brita (Clarice Falcão), e os três vivem discutindo devido as diferenças. Após um encontro mal sucedido, eles (Rita e Enzo) se conhecem e vão descobrindo coisas em comum.

Com roteiro de Alexandre Machado (Os Normais – O Filme) e Fernanda Young (Os Normais), o piloto da produção passeia bem entre as camadas de apresentação da história e dos personagens. De quadro em quadro, o telespectador vai conhecendo melhor os protagonistas e as pessoas que os rodeiam, assim como suas peculiaridades e algumas particularidades. Ademais, os diálogos são rápidos e intrigantes, o típico piscou-perdeu, afinal, Werneck consegue entregar diversas palavras com uma rapidez única.

Em basicamente 30 minutos de episódio, o público consegue entender quem são Rita e Enzo e as desventuras que ambos podem vir a protagonizar. Os pontos que mais chamam atenção na trama é a escolha de como esta produção será contada nas telas, os recortes dos acontecimentos na vida dos protagonistas se encaixando e a singularidade da personalidade dos mesmos. É um chamariz contínuo para o espectador jovem ligado em redes sociais e nesta forma moderna de se relacionar.

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Em relação as atuações, não é difícil esperar um bom trabalho de Tatá Werneck, quando o assunto é comédia e/ou ser engraçada. A mesma consegue dar um tom especial à Rita e arrancar risadas sempre que aparece em cena. Já Eduardo Sterblitch está excelente como o fã de games, paranoico e viciado em teorias da conspiração Enzo, inclusive, no piloto protagoniza uma cena de arrancar gargalhadas até do público mais exigente.

Do outro lado, Brita e Valdir, nos poucos momentos que aparecem, possuem um relacionamento bem diferentão e apesar dos seus diálogos sozinhos não serem tão divertidos, quando estão em par com Enzo, a situação muda e é possível extrair risadas de quem está assistindo. Enquanto isso, as cenas da mãe de Rita, Dolores (Yara de Novaes), permanecem nos moldes clichês de uma figura materna controladora.

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Em quesitos técnicos, a direção da série está de acordo com o exigido pelo roteiro e alinha muito bem os recortes montados na trama durante a colisão dos acontecimentos de Rita e Enzo. Já a arte realiza um trabalho espetacular adequando os cenários para o que é considerado hoje moderno no universo dos jovens. A trilha sonora ainda não se mostrou marcante, porém, vamos aguardar os próximos episódios.

No geral, Shippados é uma série de comédia que consegue cativar o espectador logo no primeiro capítulo e criar empatia entre este e os personagens. O gostinho de querer mais fica na boca e a vontade de saber o que vem por aí na história de Rita e Enzo.

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