sexta-feira, fevereiro 23, 2024

Crítica | ‘Sobrenatural: A Porta Vermelha’ tem terceiro ato ASSUSTADOR que faz valer o ingresso

Uma das características com as quais os fãs de filme de terror podem se acostumar é que boa parte dos sucessos acabam se tornando franquias. Isso acontecia nos anos 1980, considerados a era de ouro dos filmes de terror, nos anos 1990, com as novas produções centradas em núcleos jovens como ‘Pânico’ e ‘Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado’, e também acontece agora, com a hoje já consolidada franquia ‘Sobrenatural’. Encabeçada pela BlumHouse, chega hoje ao circuito nacional o mais novo capítulo dessa história, ‘Sobrenatural: A Porta Vermelha’.

Depois dos episódios traumáticos dos dois primeiros filmes Dalton (Ty Simpkins) e Josh (Patrick Wilson) decidem seguir adiante para viver como uma família feliz. Para tal, optam por um tratamento de hipnose capaz de fazê-los esquecer completamente os traumas que vivenciaram. Dez anos se passaram, mas, em vez de serem uma família feliz, a coisa toda meio que desandou: Josh se separou da esposa Renai (Rose Byrne) e seus filhos Dalton e Foster (Andrew Astor) mal falam com ele. Uma vez que Dalton está se mudando para a universidade na semana seguinte, Josh se oferece para leva-lo, numa tentativa de reatar os laços com o filho. Porém, o contato com a técnica inovadora de uma professora de artes irá desbloquear uma porta do subconsciente de Dalton, e muitos monstros acabarão ganhando a liberdade…

A franquia ‘Sobrenatural’ fez muito sucesso de público especialmente porque a história era a centrada no personagem de Josh, interpretado pelo ator Patrick Wilson, que também fazia parte de outra franquia de terror de sucesso, ‘Invocação do Mal’. Isso ajudou a criar um vínculo com o espectador, favorecendo os filmes, que entregavam boas histórias. Em ‘Sobrenatural: A Porta Vermelha’, o centro do enredo se desloca para o filho mais velho do casal, hoje um jovem rapaz. Até aí, tudo bem, afinal, o último filme da franquia também não foi protagonizado pelo seu próprio protagonista. A questão é que a escolha de Ty Simpkins para o papel principal acabou conferindo ao seu principal personagem um ar bem blasé. As cenas de Dalton pintando são tão caricatas quanto as lágrimas que escorrem no seu rosto em determinada cena de impacto dramático. O problema é que mais da metade do filme é carregado por esse núcleo, do qual se salva apenas Chris (Sinclair Daniel), a nova e carismática amiga do rapaz.

Se por um lado 2/3 do filme é um embromation sem fim no drama particular de Dalton, ao menos na última parte a produção de James Wan finalmente agrada, numa sequência imersiva no sobrenatural e no inconsciente, mostrando que os nossos piores monstros são aqueles que os psicólogos gostam de tratar. Com interessantes jump scares pontuais em seu desenvolvimento, é a reta final do filme de Patrick Wilson que realmente faz valer a pena a sua estreia na direção.

O roteiro de Leigh Whannell e Scott Teems não traz nada de novo para quem viu os primeiros filmes da franquia, mas para quem está chegando no rolê agora é como se a passagem de bastão para o núcleo jovem resgatasse todos os bons momentos de terror da franquia e os apresentasse como novidade aos novos espectadores. Em suma, para quem não viu nada, o filme entretém; para quem viu tudo da franquia, ‘Sobrenatural: A Porta Vermelha’ entendia.

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