Outubro finalmente chegou, o mês favorito dos fãs de filmes de terror! É quando temos a maior oferta de produções de todos os subgêneros desse estilo de filme, inclusive filmes que prestam homenagem a clássicos do terror. E para abrir a temporada de Halloween na Netflix, chegou hoje à plataforma o longa ‘Tem Alguém na sua Casa’, um misto de ‘Pânico’ com ‘Pretty Little Liars’.

Makani (Sydney Park, que, vejam só, está em ‘Pretty Little Liars: The Perfeccionists’) é uma jovem estudante na cidade de Osbourne e tem um obscuro segredo em seu passado. Ela é amiga de Alex (Asjha Cooper), Zach (Dale Whibley), Darby (Jesse LaTourette), Ollie (Théodore Pellerin), Rodrigo (Diego Josef) e Caleb (Burkely Duffield), sem imaginar que cada um deles também esconde um segredo. Quando um serial killer passa a perseguir e matar estudantes da escola e expor os segredos das vítimas em público, Makani entende que precisará confrontar seu passado para salvar a sua própria vida e a de seus amigos.

Logo de cara percebemos que ‘Tem Alguém na sua Casa’ quer carregar nossa memória aos clássicos filmes slasher dos anos 1980, com sua abertura em plano aberto com uma picape em foco se encaminhando para uma casa isolada no meio de um matagal e letras garrafais amarelas mostrando os créditos. Só faltou o aspecto VHS na qualidade da imagem.



Baseado no livro de Stephanie Perkins, ‘Tem Alguém na sua Casa’ tem aquela trama típica das histórias ya, centrada em jovens adolescentes cujos pais e responsáveis não têm o menor controle sobre eles e que inacreditavelmente conseguem se meter em situações de perigo recorrentemente. O roteiro de Henry Gayden demora um pouco para apontar quem é o protagonista da história, e quando finalmente o faz, perde um pouco de tempo se prendendo aos dramas adolescentes comuns que pouco acrescentam, e acabam ocupando 1/3 do longa justamente após uma boa abertura.

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Entraria aí mais de dosagem na direção de Patrick Brice, que começa seu filme com um gancho marcante – com a morte de um personagem de maneira bastante chocante, jogando sangue para todos os lados de maneira bem evidente – para depois entrar no mormaço dos dramas juvenis. Quando por fim ‘Tem Alguém na sua Casa’ aponta que vai acelerar seu ritmo e voltar ao que realmente importa – o serial killer – o enredo pula da primeira para a quarta marcha, matando vítimas com explicações pouco convincentes. Igual a motivação do assassino é tão fraca que, quando sua identidade é finalmente revelada, o seu antagonista literalmente vira e fala “jura que esse é seu motivo? que lógica distorcida é essa que você tem?’. Pois é, se nem os personagens compraram a motivação do serial killer, que dirá o espectador.



Ainda que com estas irregularidades, ‘Tem Alguém na sua Casa’ entretém e traz clássicos elementos do terror à sua produção, como um serial killer mascarado que mata com uma faca e um milharal labiríntico onde as vítimas se perdem. ‘Tem Alguém na sua Casa’ é um bom prato de entrada para a temporada de filmes de terror na Netflix, mas ainda não é o prato principal.

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