Eis então que chegamos a última temporada da série criada por Michael Schur (Parks and Recreation) que foi uma das melhores estreias no gênero comédia no ano de 2016. The Good Place teve uma primeira parte espetacular cheia de reviravoltas para ninguém botar defeito. A segunda foi quase tão boa quanto, entretanto a qualidade caiu – perceptivelmente – durante o terceiro ano. Bom, chegamos, então, como dito antes, a última parte que teve seu final no dia 31 de janeiro, na Netflix Brasil. Vamos comentar?

A temporada final começou com Eleanor (Kristen Bell) assumindo o papel de arquiteta para os escolhidos para o projeto-teste proposto por ela mesma, Chidi (William Jackson Harper), Tahani (Jameela Jamil), Jason (Manny Jacinto), Michael (Ted Danson) e Janet (D’Arcy Carden), no lugar do demônio mais legal que conhecemos, Michael. Esta sendo a nova maneira deles provarem, de uma vez por todas, que o sistema de pontos está equivocado desencadeou diversas situações diferentes e trouxe repercussões esperadas e não esperadas para os integrantes da produção.

O ponto principal aqui é a constância do roteiro que, logo no início desta etapa, demora e bastante para prender o espectador como fez em outrora. Parece que o público está assistindo algo que já viu nos anos anteriores cuja evolução parou lá em meados da terceira. Além disso, os novos integrantes do suposto Lugar Bom não despertam simpatia, o que torna as cenas em que eles participam um tanto quanto tediosas. É Brent Norwalk (Benjamin Koldyke), um homem machista, misógino, racista, entre outras coisas mais, que entrega sempre diálogos ácidos quando em debate com algum dos outros personagens e também reflexivos.



Entretanto, ignorando todos esses pontos negativos da primeira etapa é evidente que parte da essência da série se encontra neste misto de tédio, como por exemplo o humor ácido e impróprio. A partir do sétimo capítulo chamado “Help Is Other People”, onde eles chegam ao último e decisivo dia do experimento que The Good Place parece ganhar vida novamente e retornar as raízes que fez com que o telespectador se apaixonasse totalmente pela série de TV.

A partir disto, o roteiro consegue se encontrar mais uma vez e renascer das cinzas, tal qual Fênix, fazendo o que a produção faz de melhor: comédia com humor singular, participações especiais memoráveis e diálogos para ninguém botar defeito, sem contar os micros cliffhangers tão amados. Tudo entra novamente nos conformes e percebe-se o quanto os personagens amadureceram ao longo desses anos, em especial, Chidi durante o nono episódio.

Em relação as participações, Maya Rudolph, como a Juíza, segue sendo um dos melhores casting de The Good Place. Além disso, Timothy Olyphant aparece interpretando ele mesmo e por mais que tenha sido por pouco tempo foi ótimo vê-lo fazendo parte deste elenco espetacular. Outra que é necessário salientar é Lisa Kudrow como Hipátia, de Alexandria, que proporciona muitas risadas e uma excelente reflexão devido a última aventura que ela trará aos ‘seis amigos’ (leia com sotaque mexicano).



Não posso deixar de comentar que, assim como na terceira temporada, D’Arcy Carden segue sendo uma das melhores coisas dessa série, e Bell estando bem próximo no segundo lugar. O final é tudo aquilo que o público poderia querer mesmo sem saber. É um encerramento único, necessário e que dificilmente não agradará a todos. Consegue manter a essência de cada um dos personagens principais e arrancar algumas lágrimas dos mais emotivos.

The Good Place fez uma quarta temporada mediana até sua metade e depois conseguiu restaurar tudo aquilo que fez com que o espectador se apaixonasse por ela em primeiro lugar. Apesar dos pontos negativos é mais do que válido acompanhar a jornada final desses personagens que durante quatro anos fizeram parte das nossas vidas. Prepare-se para ser inundado de risadas, humor ácido e reflexões!

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