Crítica | Tomb Raider: A Origem - Mais um Reboot que deixa a desejar...

Crítica | Tomb Raider: A Origem - Mais um Reboot que deixa a desejar...

Nota:

Lara Croft está de volta aos cinemas com uma nova roupagem no reboot de ‘Tomb Raider’, franquia baseada nos games que teve seu primeiro filme lançado em 2001, estrelado por Angelina Jolie e dirigido por Simon West ('Con Air - A Rota da Fuga’).

Para que um reboot seja justificável, ele precisa ser bem sucedido em pelo menos dois fatores:

1. Ser melhor que o original.
2. Trazer uma história diferente da anterior para que o cinéfilo não se sinta lesado ao pagar para assistir a mesma história novamente.

Tomb Raider - A Origem’ falha nesses dois fatores, e sofre do mesmo mal que assolou o recente ‘O Espetacular Homem-Aranha’.




Ao invés de Angelina Jolie, agora temos a talentosa Alicia Vikander no papel da aventureira Lara Croft, cujo pai milionário desaparece durante uma expedição arqueológica e ela precisa se criar sozinha. Ao invés de aproveitar a fortuna deixada pelo pai, Croft prefere se virar sozinha lutando boxe e trabalhando como entregadora de comidas em uma bicicleta - o que tenta justificar porque ela é tão forte.

Toda a sensualidade da personagem é deixada de lado, e agora temos uma Lara que parece aquela amiga viciada em Crossfit que adora uma aventura e se meter em enrascadas.

Além de sugar trechos do roteiro do filme original, de 2001, esse novo filme também suga todo o visual do game em que ele se baseia. Quando a personagem está caindo, você procura o controle do console para apertar x, x, x, mas lembra que o comando está nas mãos do diretor do filme, o norueguês Roar Uthaug (‘Presos no Gelo’).

O maior problema do filme está em se levar a sério demais, enquanto entrega cenas ilógicas da heroína pulando um buraco de 10 metros de largura ou se jogando de um rio na asa de um avião. Se o filme tenta mostrar que Lara é uma mulher comum, porque dar super-poderes a ela quando se faz necessário pelo roteiro?

A direção de Roar Uthaug é prejudicada por um filme visualmente poluído e com uma direção de arte sofrida: Os sets parecem ter sido feitos de plástico e isopor, e em algumas cenas importantes do filme isso se torna bastante visível, com cenas confusas e picotadas. As cenas de ação são escassas, mas quando elas acontecem são um festival de CGI que lembram bastante o jogo.

Vikandar entrega o seu melhor como a protagonista, mas ainda deixa aquela sensação de saudade da Angelina Jolie e sua protagonista forte e sensual. Sua protagonista mais humana também é mais rasa e superficial, entregando diálogos insossos que são salvos pelo carisma da atriz. Dá vontade de ser melhor amigo dela, mas não dá vontade de acompanhar as aventuras dela nas telonas.

O elenco de apoio também não ajuda: Dominic West está totalmente canastrão e tem alguns diálogos risíveis, e o vilão vivido por Walton Goggins é o mais caricato possível.

O filme se salva pelos seus 10 minutos finais, quando a ação finalmente engata e a história avança, mostrando pra gente que as duas horas de filme que havíamos assistido era, na verdade, um grande trailer do que está por vir na sequência. Mas até lá, a gente já está cansado de tanta exploração (literalmente).

Com menos ação, um roteiro mais raso e personagens genéricos e desinteressantes, ‘Tomb Raider - A Origem’ é mais um reboot que não precisava existir.





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