Crítica | Vingadores: Ultimato – O MELHOR filme da Marvel Studios [SEM SPOILERS]

Crítica | Vingadores: Ultimato – O MELHOR filme da Marvel Studios [SEM SPOILERS]

Nota:


22 filmes e 11 anos. Quando o primeiro ‘Homem de Ferro’ foi lançado em 2008, ninguém poderia imaginar o ambicioso projeto que a Marvel Studios estava iniciando. Muito bem arquitetado e coeso, o Universo Compartilhado da Marvel conseguiu apresentar mais de trinta heróis dos quadrinhos de maneira brilhante nas telonas, tendo como base alguns personagens que sequer eram tão conhecido nas HQs e se tornaram ícones do cinema.

Foi o início de uma Era genialmente orquestrada pelo mestre Kevin Feige, que interligou todos esses filmes para nos levar até aqui. Até ‘Vingadores: Ultimato’. Sim, é o fim de tudo aquilo que conhecíamos e amávamos sobre esse universo. Como diz o nosso amado Homem de Ferro, “parte da jornada é o fim”.

E é no fim da jornada que nós olhamos para o começo. Foram necessários diversos filmes para apresentar cada um de nossos heróis de maneira aprofundada. Em 2012, a Marvel e o diretor Joss Whedon realizaram o que é, até hoje, um dos melhores filmes da franquia. Com todos os personagens devidamente introduzidos e amados pelo público, eles decidiram que era hora de reuni-los em ‘Os Vingadores’, um marco do cinema que provou ser possível juntar um número exorbitante de astros em um mesmo projeto. Era também o começo do fim, o momento em que se entrelaçam as jornadas do Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Gavião Arqueiro e Viúva Negra.

Contar muito sobre a trama seria estragar a sua experiência, então vou manter esse texto o menos revelador possível.

A história começa 23 dias após os eventos de ‘Guerra Infinita’, quando o vilão Thanos foi bem sucedido com seu plano de dizimar metade dos seres do universo. Isso inclui alguns de nossos heróis preferidos, além dos entes amados daqueles heróis que sobreviveram. Agora, os heróis apresentados no primeiro ‘Os Vingadores’ (2012) se reúnem para destruir Thanos de uma vez por todas, mas antes tentar salvar aqueles que “viraram pó” após o vilão estalar seus dedos com a Manopla do Infinito.

Os personagens estão muito mais aprofundados aqui. O drama entre o Capitão América e o Homem de Ferro finalmente ganha um desenvolvimento completo nesse filme, mostrando as diferenças entre os personagens e entregando um desfecho digno para a jornada que começou lá atrás e se potencializou em ‘Capitão América: Guerra Civil’. É um deleite ver o Chris Evans e o Robert Downey Jr. em tela, seja trabalhando em equipe ou se tretando. Fechando a trindade, Chris Hemsworth surge com uma nova roupagem após ‘Thor: Ragnarok’ finalmente encontrar o tom do personagem, e situar seu rumo no MCU. Ele é o cara da zueira, e o timing cômico do ator está sensacional aqui.

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Temos também a Viúva Negra, Bruce Banner e o Clint Barton finalmente ganhando o destaque que mereciam, principalmente por serem os personagens principais sem filmes solos (afinal, O Incrível Hulk não conta). Se juntando aos nossos heróis principais estão o Homem-Formiga, Nebula e Rocket – ótimas adições para o desenvolvimento da história e ótimos alívios cômicos no maiores momentos de tensão.

A nova adição à equipe é a Capitã Marvel, personagem que não me agradou muito em seu filme solo. Apesar de não aparecer muito aqui (pasmem!), a Capitã é melhor desenvolvida em Ultimato do que ela foi em seu filme solo, e serve como a liga entre os heróis remanescentes.

Thanos continua sendo o principal vilão da Marvel e do cinema recente, cheio de camadas e ambiguidades que transcendem a maldade e entregam um personagem com alma, que é compreendido mesmo que suas ações sejam as mais maquiavélicas possíveis. E isso gera um debate delicioso sobre o que é certo, e o que não é. Esse texto rico recheia o roteiro com uma qualidade extremamente superior a outros filmes do gênero.

É incrível como as 3 horas de duração passam de maneira tão rápida, vide o roteiro ágil e os diálogos muito bem desenvolvidos que navegam entre o drama e o humor de maneira brilhante. A dinâmica entre nossos heróis está melhor do que nunca, e todas as pontas soltas e debates deixados nos filmes anteriores são amarrados brilhantemente. Todos terão um desfecho digno, seja por bem ou por mal.

Os Irmãos Russo já haviam demonstrado o seu talento em ‘Capitão América – O Soldado Invernal’, até então meu filme preferido da Marvel Studios. Agora, eles voltam a surpreender com ‘Ultimato’, uma obra-prima sem falhas que serve mais como um suspense de ação do que como um filme de super-herói. É um filme tecnicamente perfeito, com uma fotografia estonteante e uma trilha sonora clássica que se encaixa perfeitamente em casa uma das cenas.

Além disso, ‘Ultimato‘ teve um orçamento milionário (especula-se que foram US$ 500 milhões), que foram devidamente usados na realização das melhores cenas de ação da história do cinema, incluindo uma épica batalha final que marcará o cinema atual.

Repleto de surpresas, easter-eggs e referências, o filme é um enorme “fan service” com três horas de duração que vai revisitar todas as nossas memórias sobre esse Universo Compartilhado e expandir tudo que foi construído até agora. E no meio do caminho, eles reservam alguns dramas que deixaram os fãs aos prantos no cinema, chorando alto de soluçar. Prepara o lencinho porque até o mais forte dos cinéfilos derrubará algumas lágrimas.

Épico, audacioso e impecável, ‘Ultimato‘ consegue encerrar com louvor a história dos nossos heróis e abrir portas para um novo ciclo que promete ser ainda mais surpreendente que este. Até aqueles que acompanharam todas as teorias e supostos “vazamentos” vão se surpreender com as surpresas que a trama nos reserva, intercalando os momentos de agonia extrema com o velho e bom humor característico dos filmes da Marvel. É um espetáculo visual, auditivo e uma experiência que agradará em cheio quem é fã, e até quem não é. Imperdível!

Obs 1: Assisti o filme em IMAX 2D. Não posso opinar sobre o 3D, mas assistir em uma telona IMAX é imprencidivel.

Obs 2: Na sessão para a imprensa, não foi exibida nenhuma cena pós-créditos.



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