segunda-feira, fevereiro 9, 2026
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Crítica ‘What If…?’ | ‘Zumbis Marvel’ deixa gostinho de quero mais





[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS]

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Se você ainda não assistiu ao quinto episódio de What If…?, não leia esta matéria para não receber spoilers.

A paixão dos fãs de Cultura Pop pelos zumbis é algo quase inexplicável. Anualmente, dezenas de produções sobre o gênero são lançadas e pouquíssimas trazem novidades ou o famoso frescor para esse estilo de filmes e séries. No entanto, seguem atraindo a atenção de muita gente por aí. Então, quando a Marvel anunciou que juntaria essa temática aos seus personagens em uma linha do tempo alternativa, gerou-se muita expectativa.

Nos quadrinhos, esse “ZumbiVerso” é bem popular, embora esteja longe de ser um consenso de aprovação. Essa “franquia” se inicia ali no início dos anos 2000, quando o gênero de zumbis estava em alta novamente. As HQs resolveram explorar essa temática e colocaram o Quarteto Fantástico para viajar até uma realidade alternativa, na qual os super-heróis foram determinantes para que a humanidade perecesse ante um vírus zumbi. Então, o Quarteto Zumbificado daquela dimensão revela que a viagem de suas contrapartes humanas foi planejada por eles, resultando num apocalipse zumbi na linha do tempo natal do Quarteto Fantástico “humano”.

Isso rendeu uma série que volta e meia ganha novos capítulos, spin offs e prequels. A maioria detonada pela crítica, claro, porque não agrega tanto ao universo e nem se torna tão memorável assim. Baseada nessa trama, a Marvel resolveu trazer os zumbis para o MCU por meio do quinto episódio de What If…?. As imagens do Capitão América zumbificado no trailer foram emblemáticas e deixaram os fãs muito ansiosos. Agora, será que o episódio foi isso tudo?

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Bom, uma coisa que tem ficado nítida nas últimas semanas é que What If…? parece seguir uma sequência de um episódio morno e um episódio bom. Não a toa os melhores episódios foram justamente os do T’Challa das Estrelas e o Doctor Strangelove. O episódio dessa semana tinha bastante potencial para ser memorável, já que traz essa temática zumbi para a animação, que não costuma ter os mesmos limites de orçamento de um live action. Porém, a pressa em terminar o episódio faz dele uma boa introdução de uma série animada que não fazemos ideia se verá a luz do dia mais pra frente.

Isso porque a estrutura do roteiro faz uma introdução muito boa do vírus ser uma ameaça interdimensional, também é interessante ao mostrar os heróis sob a perspectiva de vilões e dos sobreviventes precisando se unir para tentar reverter a pandemia. Só que a trama abraça também o dinamismo dos filmes pop de zumbi, o que até dá certo nas telonas ao longo de 1h30 ou 2h de duração. O problema é que esse episódio dura cerca de meia hora, então acaba ficando muita coisa para digerir em pouquíssimo tempo. É como se ele não desse ao público tempo para apreciar o resgate de alguns personagens escanteados do universo regular dos filmes, como a Hope (Evangeline Lilly), o Kurt (David Dastmalchian), a Okoye (Danai Gurira) e o Happy (Jon Favreau), em prol de terminar logo o capítulo. E ver esses coadjuvantes assumindo papéis de protagonistas é muito interessante, porque dá para vê-los desenvolvendo relações e começando a se aprofundar, então vêm os zumbis e acabam com eles bem rápido.

Por outro lado, outros grandes heróis conseguem desenvolver ainda mais suas personalidades, como o Peter Parker tendo que liderar um grupo com seu otimismo – e efetivamente citando o nome do Tio Ben como parte importante de seu passado -, T’Challa (Chadwick Boseman) aparecendo num papel idêntico ao de sua versão dos quadrinhos, e Bruce Banner (Mark Ruffalo) voltando para a Terra para anunciar um apocalipse e tendo que enfrentar um outro tipo de cataclisma logo em seguida. São pontos legais que fortalecem ainda mais esses personagens fora das telonas.

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De qualquer forma, por mais que algumas abordagens sejam muito boas, fica aquele sentimento de que poderiam ter desenvolvido mais a história. Na verdade, a sensação real que esse episódio passa é a de que a Marvel está usando o What If…? como um grande laboratório de testes para saber o que o público gostaria ou não de ver nas próximas produções, sejam elas filmes pro cinema ou séries para o streaming. Caso seja esse o propósito desta série animada, basta torcer para que o gancho deixado no último frame desse capítulo renda uma animação todinha ambientada nesse Universo Zumbificado Marvel o quanto antes, cheia de episódios, personagens e tempo de desenvolvimento. Assim, a sensação de episódio morno poderá passar, e todo mundo poderá mergulhar de vez nessa linha do tempo mortal.

Os novos episódios de What If…? estreiam toda quarta-feira no Disney+.

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Pedro Sobreiro
Pedro Sobreirohttps://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.

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