Crítica | Zumbilândia 2 –  É um dos raros casos em que a sequência é ainda melhor que o original

Crítica | Zumbilândia 2 – É um dos raros casos em que a sequência é ainda melhor que o original

Nota:


Sequências podem ser uma coisa bastante complicada em se apostar. Hollywood tem sofrido com esse problema há anos, e continua tentando quebrar a maldição.

Zumbilândia retorna aos cinemas quase 10 anos após a estreia do original, e tem como seu maior mérito conseguir reunir atores que trabalharam (e muito), para conquistar um lugar ao sol em Hollywood, ajudando a campanha do filme com os termos “Indicado Ao Oscar” e “Vencedor do Oscar” antes de seus nomes.

A grande pergunta que fica é: por que depois de todo esse tempo, esse grupo de atores já estabelecidos resolve voltar a se unir para fazer um filme de zumbi?

Sim, Zumbilândia 2 – Atire Duas Vezes tem a proeza de ser uma sequência que consegue agradar ainda mais, onde tudo é elevado à máxima potência, num filme mais divertido, maior, mais eletrizante, e com um roteiro ainda mais afiado.

O retorno do elenco original, sem dúvidas, faz a diferença, e a sequência resgata o mesmo sentimento de “os diferentes se completam” que os quatro protagonistas apresentavam.

Aproveite para assistir:


A química, as interações, e as piadas entre os personagens de Woody Harrelson, Emma Stone, Jesse Eisenberg, e Abigail Breslin estão ali novamente, no centro de tudo, onde a sequência consegue capturar aquela essência perfeitamente como se os anos nunca tiveram passado.

E aqui, por incrível que pareça, todos eles funcionam muito bem separados, enquanto partem para uma nova aventura pelos EUA em busca de Little Rock (Breslin) que quer curtir sua adolescência. O filme também funciona, muito bem obrigado, nos momentos onde eles estão juntos e precisam/conseguem lidar com novos tipos de ameaças: claro, zumbis mais ferozes.

Os pequenos detalhes na composição dos personagens, e suas evoluções, deixam Zumbilândia 2 ser literalmente um filme que presta uma grande homenagem para o seu antecessor, para as produções do gênero, e claro, para os marcantes personagens que  ganham novamente o holofote – seja pela sua lista de regras, seu humor sarcástico como mecanismo de defensa, ou pelo seu amor incondicional por armas e pelo cantor Elvis.

É uma declaração de amor ao primeiro filme, que honra a história contada lá em 2009, e ainda dá chances para vermos em tela novamente uma história que não se leva a sério sobre zumbis, pessoas, e como viver após um apocalipse.

Apesar do elenco original nos entregar boas e confortáveis atuações, quem acaba por roubar a cena são os novos personagens, liderados por Zoey Dutch – que realmente rouba todas as cenas como Madison, uma jovem estereótipo de garota de irmandade completamente fora da curva e que agrega muito para a sequência. Ela é encontrada no meio caminho e acaba por fazer parte do grupo para a alegria de Columbus (Eisenberg), e para o temor de Tallahassee (Harrelson) e Wichita (Stone).

O roteiro ágil, com diálogos afiados, com um duplo sentido enorme, deixam o filme ficar apenas mais divertido. Em Zumbilândia 2 toda duplicidade das situações é o que deixa o filme com o dobro de momentos hilários, com novas sequências de ação, e com piadas intermináveis sobre o grupo principal ter cópias de si andando por aí em um apocalipse zumbi, onde o personagem do ator Thomas Middleditch junto com o de Eisenberg  garantem boas cenas ao contracenarem juntos.

Zumbilândia 2 é um filme bem melhor que seu antecessor: é mais divertido, os efeitos especiais melhoram e o diretor Ruben Fleischer está muito mais seguro após o sucesso de Venom. Ele nos brinda com momentos absurdamente surreais, bem bolados e com o mesmo humor nonsense de antes.

Para os fãs do primeiro, Zumbilândia 2 é um prato cheio, num filme que empolga, faz rir, e realmente consegue trabalhar e ampliar tudo que deu certo no primeiro, colocando isso de uma forma mais contagiante… é dedo no gatilho, altas risadas e checar duas vezes se o zumbi está morto mesmo. Alerta e garantia de um bom divertimento. 

Crítica em Vídeo: 



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