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Darren Aronofsky fecha parceria com Google DeepMind para explorar IA na criação de novas produções


O renomado diretor Darren Aronofsky e seu estúdio focado em inteligência artificial, Primordial Soup, anunciaram uma parceria estratégica com o laboratório de pesquisa em IA Google DeepMind para investigar o uso criativo da inteligência artificial no cinema.

A colaboração reúne a equipe do Primordial Soup, pesquisadores da DeepMind e três cineastas, que trabalharão juntos na produção de curtas-metragens utilizando tecnologias de geração de vídeo de ponta. Os realizadores terão acesso antecipado à ferramentas generativas de vídeo desenvolvidas pela DeepMind, que poderão ser integradas à fotografia live-action e a efeitos visuais tradicionais.

O objetivo do projeto é explorar a IA como uma aliada criativa, e não como substituta do artista. Segundo a proposta, a parceria buscará modelos de uso em que os criadores continuem liderando o processo de inovação tecnológica. Os aprendizados obtidos também ajudarão a orientar o desenvolvimento de novas ferramentas de IA, garantindo que essas tecnologias emergentes respondam às necessidades dos contadores de histórias.



O primeiro curta-metragem resultante da parceria será ‘Ancestra‘, dirigido por Eliza McNitt, com estreia marcada para o Festival de Tribeca em 13 de junho, seguida por um painel com os cineastas, mediado por Aronofsky.

McNitt já havia trabalhado com o diretor no projeto de realidade virtual Spheres, o primeiro do gênero a ser adquirido em Sundance. Outros dois curtas ainda serão anunciados, e também vão explorar novas aplicações do modelo de geração de vídeo da DeepMind, Veo.

Aronofsky, conhecido por obras como ‘Pi e ‘Cisne Negro‘, tem um histórico marcado pelo interesse em inovações tecnológicas. Sua mais recente incursão tecnológica foi com o sistema de câmera em 18K desenvolvido para Postcard from Earth, uma experiência cinematográfica imersiva criada para a Sphere de Las Vegas.

“O cinema sempre foi movido pela tecnologia”, observou Aronofsky. “Após a invenção revolucionária dos irmãos Lumière e de Edison, os cineastas liberaram o poder oculto das câmeras para contar histórias. Avanços posteriores — som, cor, efeitos visuais — nos permitiram narrativas que antes eram impossíveis. Hoje não é diferente. Este é o momento de explorar essas novas ferramentas e moldá-las para o futuro da narrativa”. 

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