De ‘Gravidade’ a ‘Roma’: As Melhores Produções de Alfonso Cuarón


Alfonso Cuarón é um dos nomes mais prestigiados e respeitados do cinema contemporâneo e, desde sua estreia oficial em 1991, ascendeu a uma carreira aplaudida por cinéfilos e especialistas ao redor do mundo.

Detentor de nada menos que cinco prêmios do Oscarsete BAFTAs, Cuarón eternizou um estilo próprio que começou a ser emulado por realizadores mais jovens da atualidade – e sagrou-se um dos principais nomes por trás da sétima arte como a conhecemos hoje.

Recentemente, ele comandou e roteirizou a minissérie de suspense ‘DISCLAIMER*’, estrelada por Cate Blanchett e que caiu no gosto do público assim que estreou no catálogo da Apple TV+. E, para celebrar sua mais recente incursão no escopo audiovisual, preparamos uma breve lista elencando suas cinco melhores produções.

Confira:

5. DISCLAIMER* (2024)

disclaimer 1

“À medida que o roteiro explora as camadas dessa densa análise da condição humana, Cuarón lança-se a uma divisão certeira de técnicas que variam da sobriedade melancólica de uma paleta de cores quase monocromática (movida pela unilateralidade dos tons frios) ao pseudo-onirismo de algo que, como descobrimos, nunca aconteceu (marcado pelo uso constante de cores mais quentes e de uma luminosidade paradisíaca). O diretor, inclusive, promove referências a diversas produções pelas quais ficou responsável, seja com longos planos-sequências, seja com momentos que trazem paisagens oceânicas como reflexo de emoções primordiais e inescapáveis” – Thiago Nolla

4. GRAVIDADE (2013)

Gravidade’ é recheado de tensão, e embora não faça uso de muito diálogos, é um daqueles filmes que conseguem nos prender do começo ao fim de seus 90 minutos de exibição, sem perder o ritmo ou nos deixar ir. Nos torna reféns logo de início, somente com o uso de suas imagens, e isso é uma grande qualidade de um contador de histórias. Cuarón pega um material de difícil acesso para o grande público, e cria uma grande identificação e plausibilidade, sem que por momento algum o público se sinta enganado, acreditando ser impossível qualquer cena mostrada na obra. O clima criado é de puro nervosismo, e nos mantém à beira da cadeira” – Pablo Bazarello

3. ROMA (2019)

“Mais ciente do que nunca, Cuarón reconstitui os fatos. Com uma apuração pontual das experiência vividas pela babá, ele reconstrói o primeiro e doloroso amor de Libo, remonta o divórcio de seus pais e homenageia a mulher que tantas vezes assumiu a figura materna em sua vida. Como uma carta de amor, o roteiro é simples, uma crônica da vida real. Permanecendo nas extremidades, ele e seus irmãos são os coadjuvantes de uma história de amor de uma jovem que tentou se descobrir, conforme fazia parte das mesmas descobertas da família a qual servia. E sob uma fotografia minimalista, completamente em preto e branco, o filme se desenrola, de fato, como um anagrama. Muito mais que trazer os relatos de uma família do subúrbio mexicano, Roma’ na verdade é uma história sobre o amor” – Rafaela Gomes

2. FILHOS DA ESPERANÇA (2007)

filhos da esperanca

“Cuarón é não considerado um dos melhores cineastas de todos os tempos por qualquer razão – e seu longa pós-apocalíptico ‘Filhos da Esperança’ é mais um lembrete de seu poder narrativo e técnico dentro da sétima arte. Navegando por um planeta devastado pela derradeira extinção da raça humana, Cuarón sagra-se um autor cinematográfico de calibre inexplicavelmente irretocável. A trama nos leva ao ano de 2027, em que a infertilidade é uma ameaça real para a civilização – e o último humano a nascer em anos acaba de morrer. Frente a um cenário pessimista sobre o futuro, um burocrata desiludido se torna o herói improvável que pode salvar a humanidade. Para isso, ele enfrenta seus próprios demônios e tenta proteger a última esperança do planeta: uma jovem mulher milagrosamente grávida, descoberta pela ativista inteligente com quem fora casado” – Thiago Nolla

1. E SUA MÃE TAMBÉM (2001)

“No cenário mainstream, Cuarón ganhou aclame e fama mundiais ao comandar títulos como ‘Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban’ e ‘Filhos da Esperança’. Porém, em 2001, ele lançou a obra-prima de sua carreira com a espetacular dramédia coming-of-age ‘E Sua Mãe Também’. Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, o filme acompanha Julio e Tenoch, dois adolescentes que, junto com Luisa, uma mulher mais velha, embarcam em uma jornada para uma praia paradisíaca. Em uma viagem de carro pelo México, os três acabam se envolvendo e aprendem muito sobre si mesmos e suas relações” – Thiago Nolla

MENÇÃO HONROSA: HARRY POTTER E O PRISONEIRO DE AZKABAN (2004)

“Foi com o longa de 2004 que Cuarón provou ter uma sagacidade invejável e admirável para blockbusters, imprimindo uma estética muito diferente tanto dos capítulos anteriores quanto dos seguintes. É claro que, ao contrário de outras incursões, esta aqui carrega uma importância no escopo mainstream e permite que seu nome caia em dezenas de milhões de pessoas apaixonadas pelo universo mágico – e, apesar das limitações impostas pelo estúdio e talvez por J.K. Rowling, ele conseguiu construir algo único, guiado por peculiaridades que explodem em um divisor de águas importante inclusive para o arco das personagens” – Thiago Nolla

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.