segunda-feira, fevereiro 9, 2026
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Dica do fim de semana | Animações subestimadas no Disney+





Nos últimos anos, a Disney tem variado bastante no desempenho de suas novas animações. Enquanto algumas já nasceram clássicos, como Frozen, há outras que tem gente que sequer sabe que existem, como Mundo Estranho. E assim foi a trajetória da Disney ao longo das décadas, alternando grandes sucessos com outras histórias que não cativavam tanto. Mesmo assim, há alguns desses filmes que não “bombaram” com o público que são verdadeiras joias da animação. Então, selecionamos cinco desses longas menos populares que merecem sua atenção neste fim de semana.

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Ah sim, vale ressaltar que todas as animações citadas neste texto estão disponíveis no catálogo do Disney+. Confira lá!

As Peripécias de um Ratinho Detetive

Lançado na década de 1980, em que a Disney penava para emplacar um sucesso absoluto, As Peripécias de um Ratinho Detetive apelou para uma aventura de suspense inspirada no maior detetive da literatura britânica: Sherlock Holmes. O longa acompanha o excêntrico Basil, um rato detetive que divide com Sherlock a paixão pelos mistérios. Então, quando seu caminho se cruza com o de uma pequena garotinha, cujo pai foi sequestrado pelo Professor Ratagão (Vincent Price), ele parte em uma investigação bastante sombria para os padrões da Disney, envolvendo cabarés, lutas físicas e uma trama que planeja acabar com a vida da rainha caso Basil não tenha êxito em seu trabalho. Tudo isso ambientado na cinzenta e escura Londres de 1800 e vovô garoto.

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Oliver e sua Turma

Último filme da Disney lançado antes da revolução causada por A Pequena Sereia (1989), que ditaria os rumos das animações da década de 1990, Oliver e sua Turma não deve ser o filme favorito de ninguém, mas é uma aventura musical muito divertida que explora um cenário não tão comum para a Disney: as ruas de Nova York. Nesse cenário urbano, o filme acompanha o jovem gatinho órfão, Oliver, que é acolhido por uma matilha de cães de rua que rivalizam com uma gangue de dobermans da máfia. Em meio às confusões dos dois, uma menina rica acaba encontrando o Oliver e decide adotá-lo. Sem saber da sorte grande do felino, o cães tentam resgatá-lo, mas tudo vira uma grande confusão nessa história sobre amizade, malandragem e estilo de vida nova-iorquino do século passado. É uma produção tão anos 80 que conta com músicas de Billy Joel (que dá voz ao Esperto) e Huey Lewis.

Atlantis: O Reino Perdido

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Se a Disney viveu um sonho nos anos 90, o mesmo não pode ser dito da primeira década dos anos 2000. Enquanto DreamWorks, Pixar e Blue Sky revolucionavam o mercado com suas formas diferentes de contar histórias, a Disney tentou se adaptar, mas arrastando a estrutura narrativa que a levou ao topo na década passada, gerando algumas produções sem identidade e sem tanto apelo com o público. Mesmo assim, houve projetos que se salvaram e fizeram obras realmente boas, como essa aventura de fantasia sobre o reino perdido de Atlântida, que traz a estética steampunk para o mundo Disney junto a uma série de personagens carismáticos. A trama acompanha Milo (Michael J. Fox), um linguista que encontra cifras que indicam como chegar à lendária Atlântida. Assim, ele se une a um grupo de mercenários para embarcar em uma aventura pelas profundezas do oceano, onde ele encontrará e se apaixonará por esse reino perdido.

Irmão Urso

Esse filme não ser considerado um clássico incontestável Disney é um dos maiores mistérios da humanidade, porque ele traz o auge da estética do estúdio – com umas das mais belas animações 2D já feitas -, tem uma trama criativa e fascinante envolvendo os povos originários da América do Norte, traz personagens ridiculamente carismáticos e ostenta uma trilha sonora original mais uma vez comandada por um inspiradíssimo Phil Collins. A história acompanha Kenai, um jovem nativo-americano que ganha de sua anciã o totem do Urso do Amor. Ridicularizado por seus amigos e parentes, ele sai atrás do urso que roubou os peixes do grupo para provar que ele é homem. Só que essa caçada termina com mortes e consequências terríveis. No entanto, os espíritos ancestrais decidem dar a Kenai uma nova chance, transformando-o em urso. Então, para retornar a sua forma humana, ele precisa se reencontrar com os espíritos. Mas, para isso, ele vai acabar se envolvendo em uma jornada com o tagarela e adorável ursinho Koda. Repete comigo: Ko-da. É um filme que tinha tudo para nascer clássico, mas que inexplicavelmente não caiu nas graças do povo na época. O mais interessante é que tanto em inglês quanto em português, Kenai é vivido por grandes atores: Joaquin Phoenix e Selton Mello.

A Família do Futuro

Fechando a lista de hoje, mas não menos importante, temos A Família do Futuro. Esse filme é a definição perfeita de subestimado, porque seu visual exótico afastou muita gente, ainda mais em uma época na qual o 3D ainda buscava seu espaço nos cinemas do mundo, mas traz uma história poderosíssima de drama e aventura. A trama gira em torno do pequeno Louis, um órfão que sonha mais que tudo em ter uma família, só que suas trapalhadas causadas pelo amor à ciência fazem com que ninguém queira adotá-lo. Então, ele cria uma máquina capaz de recuperar memórias para tentar descobrir quem é sua mãe. O problema é que um terrível vilão do futuro vai usar essa máquina para o mal. Assim, o jovem Wilbur usa uma máquina do tempo para impedir que Louis deixe esse aparelho cair nas mãos erradas. Para isso, ele leva o menino para o futuro, onde ele vai descobrir como é ter uma família e que cometer erros faz parte de todo processo genial. Sério, se for assistir, já separe uns lencinhos.

Lembrando novamente que todos os filmes da lista estão no catálogo do Disney+.

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Pedro Sobreiro
Pedro Sobreirohttps://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.

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