Diretor de ‘Ricky Bobby’ se diz aberto a reconciliação com Will Ferrell após rompimento de parceria histórica

O diretor Adam McKay comentou recentemente sobre a possibilidade de voltar a trabalhar com o ator Will Ferrell, com quem compartilhou uma das parcerias mais bem-sucedidas da comédia americana.

“Sempre estive totalmente aberto à ideia. Nós sempre nos demos muito bem e fomos parceiros criativos extraordinários. A única coisa que realmente gerou ressentimento entre nós foi quando decidimos encerrar a Gary Sanchez. Sei que isso foi noticiado de várias formas, mas, na verdade, foi só isso”, disse McKay, conforme a Variety.

O cineasta lamentou o distanciamento e refletiu sobre o peso de gerenciar o negócio que mantinham juntos.

“É uma pena, porque tivemos uma parceria criativa incrível. Acho que nós dois subestimamos as complicações de administrar não apenas uma empresa, mas uma empresa muito bem-sucedida. Ficamos muito tempo com ela e realizamos diversos projetos legais”, pontuou.

Segundo McKay, o colega nunca teve grande interesse nos bastidores da indústria.

“O Will já falou isso publicamente. Ele nunca foi alguém que realmente quisesse produzir. Ele estava meio dentro, meio fora. Gostava da empresa e tinha orgulho dela, mas, no fim, queria seguir em frente. Produzir acabou se tornando trabalho demais; nunca foi sua paixão. Eu era quem realmente queria produzir, mas a vida de uma estrela de cinema é muito diferente da de um roteirista e diretor. Então seguimos caminhos diferentes”, acrescentou.

A dupla, responsável por comédias icônicas dos anos 2000 como O Âncora, Ricky Bobby: A Toda Velocidade e Quase Irmãos, encerrou a colaboração de forma conturbada em 2019, dissolvendo a produtora Gary Sanchez, fundada por eles em 2006.

Em outubro de 2021, Ferrell explicou que a separação ocorreu devido à sobrecarga de projetos de McKay.

“O Adam queria fazer isso, aquilo e mais aquilo. Ele queria crescer e ampliar sua influência, e eu só pensava: ‘Isso parece muita coisa para eu acompanhar'”, disse na época.

Contudo, um mês depois, McKay apresentou uma versão diferente dos fatos, revelando que o golpe definitivo na amizade aconteceu quando escalou John C. Reilly para interpretar Jerry Buss, dono do Los Angeles Lakers, na série da HBO Winning Time, um papel que Ferrell cobiçava.

“Iria ligar para ele e não liguei. O Reilly ligou, claro, porque ele é um cara íntegro… Eu errei completamente na forma como conduzi isso. Deveria simplesmente ter feito tudo da maneira correta”, comentou.

A última conversa entre os dois ocorreu justamente durante o encerramento da produtora.

“Eu disse: ‘Bom, estamos encerrando a empresa’. E ele respondeu algo como: ‘Sim, estamos’. Depois disse apenas: ‘Tenha uma boa vida’. Na hora pensei: ‘Droga, o Ferrell nunca mais vai falar comigo’. E foi exatamente assim que terminou”, destacou.

Apesar do silêncio que se estende desde então, McKay admitiu que subestimou o impacto do desentendimento.

“Na minha cabeça, pensei que deixaríamos a poeira baixar. Seis meses ou um ano depois sentaríamos para rir de tudo isso e pensaríamos: ‘É só um problema de negócios, quem se importa? Trabalhamos juntos por 25 anos’. Mas o Will sentiu isso de uma forma muito mais profunda do que eu jamais imaginei. Tentei procurá-lo depois e também lembrei de algumas situações em que fui magoado e nunca recebi um pedido de desculpas”, concluiu.

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José Guilherme
José Guilherme
José Guilherme é jornalista formado e apaixonado por boas histórias desde a infância. Atua na cobertura de cultura desde 2023, com foco em cinema, séries e animes. Entusiasta do audiovisual, também valoriza boas conversas tanto quanto grandes narrativas.