Com a publicação de um conto apavorante no fórum do Reddit No Sleep, que possui mais de 18 milhões de membros, o canadense Marcus Kliewer conseguiu contratos para transformar a história em um filme da Netflix, ainda em produção, e em um livro que se tornou best-seller do The New York Times.
Agora é a vez dos brasileiros conhecerem a obra, que chega às livrarias em setembro pela Intrínseca. ‘Nós já moramos aqui’, estreia de Marcus na literatura, é um misterioso thriller psicológico que promete intrigar os leitores com uma narrativa na qual nada é o que parece.
Eve Palmer se prepara para curtir uma noite tranquila e regada a vinho ao lado da namorada, Charlie, na grande e velha casa que acabaram de comprar. Mas sua paz é perturbada com a chegada de uma família que bate na sua porta em meio à nevasca. O pai, Thomas Faust, diz ter morado na residência durante a infância e pede para mostrá-la aos filhos. Ignorando seus instintos, Eve os deixa entrar para uma visita rápida. No entanto, ao longo da noite, uma série de acontecimentos inquietantes impede que os estranhos vão embora, para a aflição de Eve. Além disso, uma história contada por Thomas a respeito do imóvel a deixa bastante perturbada, apesar do ceticismo de Charlie.
A cada minuto com a família Faust, Eve percebe que há algo de muito errado com o clã e, especialmente, com a casa. Objetos que mudam de lugar, visões misteriosas e vizinhos enigmáticos passam a atormentá-la e fazê-la duvidar de sua sanidade, de forma que, aos poucos, Eve começa a sentir que a ligação de Thomas com a residência vai muito além de mera nostalgia, e que a vida dela e a de Charlie correm grave perigo. Porém, quanto mais tenta fugir dos invasores e da casa, mais acaba presa em uma espiral de descobertas macabras da qual parece ser impossível escapar.
Em ‘Nós já moramos aqui’, Kliewer apresenta uma narrativa inesquecível, repleta de códigos e mensagens ocultas, que promove intensos debates e levanta teorias inusitadas em fóruns on-line. Mas, como o autor ressalta, a explicação mais fácil nem sempre é a correta.
