Drama de SUPERAÇÃO se transforma em um fenômeno da Netflix; Vale a pena assistir!

Ser mulher ainda é um desafio no mundo. Conseguir um emprego, manter-se nele, cuidar dos filhos, da casa, da família, do marido e ainda ter que sobrar energia para ser agradável e participar de eventos sociais. Em menor ou maior escala, tais cobranças sociais recaem sobre mulheres de diferenças raças e em diferentes graus socioeconômicos. Não à toa esse trabalho invisível foi tema da redação do ENEM esse ano, e é também tema de muitos filmes e séries que andam sendo lançados principalmente nos streamings, como é o caso do dramaO Lugar da Esperança’, filme que desde sua estreia tem se mantido no Top 10 da Netflix.

Assista ao trailer:

Sandra (Clare Dunne) é mãe de duas pequenas meninas e se desdobra para cuidar da casa, preparar a comida e levar as crianças para a escola pontualmente. Apesar disso, nada é suficiente para seu marido, Gary (Ian Lloyd Anderson), que, determinado dia, insatisfeito com um comportamento de Sandra, entra em casa e a agride fisicamente, forçando uma das meninas a pedir ajuda à polícia. A partir daí Sandra sai de casa com as filhas e as três vão morar temporariamente em um abrigo da prefeitura, cujas condições não são ideais para criar crianças. Embora se virando com dois empregos e uma assistência social financeira do governo, o fato de não ter uma casa para si causa uma angústia tremenda nessa mãe, que, a partir de um vídeo da internet, decide por conta própria construir uma casa si mesma, mas, para que a coisa toda fique pronta a tempo, ela precisará contar com ajuda de muitas pessoas.

Se por um primeiro momento ‘O Lugar da Esperança’ (Herself) parece ser o tipo de filme que se debruça sobre o drama a partir da primeira violência sofrida pela protagonista, em pouco tempo ele deixa claro que seu foco não é falar sobre abusos domésticos. Dessa forma, o roteiro de Clare Dunne e Malcolm Campbell parte do seu mote para construir um território de superação para a protagonista, e é nesse campo que a história irá se fortalecer – e que tem também atraído muitos espectadores.

A direção de Phyllida Lloyd faz uma boa transição entre os humores da história – cotidiano, drama, felicidade, angústia, etc – fazendo uso dos elementos mais seguros para tornar essas mudanças evidentes para quem assiste ao filme, ou seja, quando a família está feliz, os dias são ensolarados, quando Sandra faz algo às escondidas, é num quarto à noite sob a luz de uma lanterna. Ainda que sem oferecer nenhum desafio técnico, a direção obedece direitinho a cartilha e faz planos respeitosos nas cenas de violência.

Considerando que o final do ano está chegando – época em que muitas pessoas fazem reflexões e planos para o próximo ano, principalmente no quesito de melhorar ou mudar de vida adquirindo uma casa própria ou se mudando para uma casa ou apartamento melhor – ‘O Lugar da Esperança’ é um filme inspirador que toca numa ferida sensível da sociedade e pode fazer com que muitas pessoas se agarrem na esperança de mudar de vida. Mesmo com um final amargo, porém bastante real, é um filme emocionante para assistir nesse fim de ano.

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