Os bastidores conturbados de ‘É Assim que Acaba’ ganharam novos e explosivos detalhes. E-mails e mensagens de texto, até então sigilosos, revelam a intensidade do conflito entre Blake Lively e Justin Baldoni, expondo a crise especialmente nos altos escalões da Sony Pictures.
Em dezembro de 2024, Blake Lively apresentou uma queixa contra Baldoni, acusando-o de assédio sexual e de orquestrar uma campanha de “manipulação social” contra ela. Baldoni rebateu com um processo próprio, posteriormente arquivado em junho.
Conforme reportado pelo The Hollywood Reporter, comunicações internas mostram como os executivos da Sony avaliavam o drama entre a atriz (que também é produtora do longa) e o diretor.
Entre os documentos revelados, destaca-se o depoimento de Andrea Giannetti, vice-presidente executiva da Sony Pictures. Em mensagens ao produtor Jamey Heath, Giannetti referiu-se a Lively como uma “fucking terrorist” (uma “maldita terrorista”) após a atriz ameaçar abandonar o projeto caso uma lista de 17 exigências não fosse cumprida.
“Havia uma quantidade enorme de dinheiro investida. Precisávamos concluir o filme ou ele se tornaria irrealizável”, justificou Giannetti sobre a tensão no set.
Curiosamente, após o sucesso de bilheteria na estreia em agosto, o tom mudou. Giannetti enviou uma mensagem entusiasmada a Lively: “Blake, US$ 50 milhões!! Seu sangue, suor e inteligência brilhante em cada frame. Obrigada 50 milhões de vezes”.
A crise se tornou pública quando Colleen Hoover, autora do livro, enviou a Lively um print do perfil Deux Moi notando que a atriz não seguia o diretor no Instagram. Lively, por sua vez, deixou claro à Sony que não dividiria o tapete vermelho, fotos ou assentos com Baldoni na estreia.
Quando o restante do elenco também deu unfollow no diretor, o produtor Alex Saks foi direto: “Por que todo mundo teve que fazer isso? É a Blake, com certeza”.
Já em 15 de agosto, o chairman e CEO do Sony Pictures Motion Picture Group, Tom Rothman, afirmou que Lively não “merecia” o ódio recebido, mas ponderou que “ela acabou provocando isso ao ignorar conselhos e ao tentar vender seus produtos”, em referência ao lançamento de sua marca de cuidados capilares próximo à estreia do filme.
Dias antes, em 9 de agosto, Rothman descreveu a situação como um “fucking disaster”. “Não importa quem está certo ou errado. A confusão virou a história e vai definir o filme. Ninguém consegue assisti-lo da mesma forma. Trágico”, escreveu.
Em outro e-mail, Rothman comparou a situação ao caso de Anne Hathaway, observando que o público tende a atacar figuras muito bem-sucedidas. “Ela tem tudo, beleza, dinheiro, fama, marido atraente, filhos, e o instinto da multidão é derrubá-la. Nenhuma das duas merecia isso”.
O julgamento mais severo veio de Sanford Panitch, presidente do Sony Motion Pictures Group. Em mensagens de 21 de agosto, ele foi categórico:
“Ela fez isso consigo mesma. Se tivesse protegido o ‘show’, como sempre se faz em Hollywood, nada disso teria acontecido. Vender produtos de cabelo ao mesmo tempo foi estupidamente épico. Ela não quis ouvir”, destacou.
Em outro e-mail, Panitch escreveu: “É irônico. Ela tem um filme gigante a caminho dos US$ 300 milhões, mas provavelmente não vai trabalhar novamente, pelo menos por um tempo. Embora até a Hathaway tenha se recuperado. Tom acha que ela está, de forma bizarra, inempregável agora”.
Um executivo discordou: “Isso vai passar. Ela vai ficar bem”.
Panitch rebateu: “Não concordo. Ela está acabada. Pelo menos por um tempo. Já era”.
O julgamento do caso envolvendo Blake Lively e Justin Baldoni está marcado para 18 de maio.

Apesar da turbulência, ‘É Assim que Acaba’ foi um sucesso de bilheteria, arrecadando US$ 350 milhões mundialmente.
‘É Assim que Acaba’ está disponível na HBO Max.



