Em Home Video | Proud Mary - nem Taraji P. Henson salva

Em Home Video | Proud Mary - nem Taraji P. Henson salva

Nota:

O fato de uma obra cinematográfica possuir representatividade nem sempre automaticamente a torna bem produzida em quesitos de audiovisual. É importante, mesmo que algumas sejam ruins, ter esse tipo de abordagem no cinema para que, desta forma, abram-se mais portas para investimentos nessas produções. É evidente que quando o filme/série de TV alcança o almejado e a visibilidade necessária a fim de chamar a atenção dos grandes estúdios para investir é ainda melhor.

O longa-metragem que tem direção assinada por Babak Najafi (Invasão a Londres) e roteiro de John Stuart Newman (Dirty Work), Christian Swegal (Solar) e Steve Antin (Burlesque) possui uma protagonista mulher em uma produção de ação e conta a história de Mary (Taraji P. Henson), uma assassina que trabalha para uma família do crime organizado em Boston. Ela vê a vida mudar completamente ao cruzar o caminho de um menino, quando um trabalho segue por uma rota inesperada.

A narrativa de Proud Mary é fraca. Não existe palavra para melhor resumir este filme, que parece utilizar elementos clichês do gênero ação com uma tentativa forçada de te fazer acreditar na veracidade da trama e dos personagens. É como adentrar um universo que fica o tempo todo na superfície, sem mergulhar ao fundo para buscar mais riquezas para a história. O enredo tem uma tentativa de começo, meio e fim, mas deixa o telespectador sem compreender muito bem como tudo aconteceu, já que a química e a personalidade dos personagens não tem tempo de ser construída.



Os diálogos são baseados em frases prontas, curtas e que não provocam efeito algum no público. Parece que foram escritos por alguém com pouca experiência nesta etapa de produção do roteiro. A química entre os personagens também não contribui para a trama já que a mesma não dá tempo disso se desenvolver. Tudo acontece muito rápido, dando a impressão de que não existe um histórico crível entre eles.

Se existe aquele filme na carreira de um ator em que ele participou pois precisava pagar uns boletos ou porque estava devendo um favor para um amigo, este é o de Taraji P. Henson. A atriz, que já é conhecida por papeis memoráveis como em Estrelas Além do Tempo (2016), não consegue amenizar as dificuldades de evolução do roteiro. Billy Brown como Tom e Danny Glover como Benny também de nada servem para contribuir ao longa-metragem. Ambos interpretam personagens rasos, sem muito a acrescentar e a dificuldade de criar uma identidade para com o espectador é enorme. Do outro lado, o jovem Jahi Di’Allo Winston,que dá vida a Walter, também tenta entregar mais do que lhe é oferecido pela escrita, porém, recai no estereótipo ao passar dos minutos da produção.

No quesito técnico, Najafi não oferece nada de novo ou que já não tenha sido visto antes. A direção é aquele chiclete que você está mascando há trinta minutos, já perdeu o gosto, mas você continua insistindo em masca-lo, um ciclo vicioso que dura uma hora e meia. Sem contar que existem cortes no longa-metragem que mereciam um tratamento menos bruto e mais delicadeza, o que dá a sensação de que o tempo estava acabando e precisavam finalizar o trabalho.

Para a conclusão final, Proud Mary é um filme raso que não serve nem para passar o tempo naquele dia em que o espectador não quer pensar muito. Infelizmente, nem o talento de Taraji P. Henson consegue salvar o roteiro deste fiasco completo – merecia, inclusive, um Framboesa de Ouro.





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