domingo, fevereiro 8, 2026
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Em Home Video | Proud Mary – nem Taraji P. Henson salva





O fato de uma obra cinematográfica possuir representatividade nem sempre automaticamente a torna bem produzida em quesitos de audiovisual. É importante, mesmo que algumas sejam ruins, ter esse tipo de abordagem no cinema para que, desta forma, abram-se mais portas para investimentos nessas produções. É evidente que quando o filme/série de TV alcança o almejado e a visibilidade necessária a fim de chamar a atenção dos grandes estúdios para investir é ainda melhor.

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O longa-metragem que tem direção assinada por Babak Najafi (Invasão a Londres) e roteiro de John Stuart Newman (Dirty Work), Christian Swegal (Solar) e Steve Antin (Burlesque) possui uma protagonista mulher em uma produção de ação e conta a história de Mary (Taraji P. Henson), uma assassina que trabalha para uma família do crime organizado em Boston. Ela vê a vida mudar completamente ao cruzar o caminho de um menino, quando um trabalho segue por uma rota inesperada.

A narrativa de Proud Mary é fraca. Não existe palavra para melhor resumir este filme, que parece utilizar elementos clichês do gênero ação com uma tentativa forçada de te fazer acreditar na veracidade da trama e dos personagens. É como adentrar um universo que fica o tempo todo na superfície, sem mergulhar ao fundo para buscar mais riquezas para a história. O enredo tem uma tentativa de começo, meio e fim, mas deixa o telespectador sem compreender muito bem como tudo aconteceu, já que a química e a personalidade dos personagens não tem tempo de ser construída.

Os diálogos são baseados em frases prontas, curtas e que não provocam efeito algum no público. Parece que foram escritos por alguém com pouca experiência nesta etapa de produção do roteiro. A química entre os personagens também não contribui para a trama já que a mesma não dá tempo disso se desenvolver. Tudo acontece muito rápido, dando a impressão de que não existe um histórico crível entre eles.

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Se existe aquele filme na carreira de um ator em que ele participou pois precisava pagar uns boletos ou porque estava devendo um favor para um amigo, este é o de Taraji P. Henson. A atriz, que já é conhecida por papeis memoráveis como em Estrelas Além do Tempo (2016), não consegue amenizar as dificuldades de evolução do roteiro. Billy Brown como Tom e Danny Glover como Benny também de nada servem para contribuir ao longa-metragem. Ambos interpretam personagens rasos, sem muito a acrescentar e a dificuldade de criar uma identidade para com o espectador é enorme. Do outro lado, o jovem Jahi Di’Allo Winston,que dá vida a Walter, também tenta entregar mais do que lhe é oferecido pela escrita, porém, recai no estereótipo ao passar dos minutos da produção.

No quesito técnico, Najafi não oferece nada de novo ou que já não tenha sido visto antes. A direção é aquele chiclete que você está mascando há trinta minutos, já perdeu o gosto, mas você continua insistindo em masca-lo, um ciclo vicioso que dura uma hora e meia. Sem contar que existem cortes no longa-metragem que mereciam um tratamento menos bruto e mais delicadeza, o que dá a sensação de que o tempo estava acabando e precisavam finalizar o trabalho.

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Para a conclusão final, Proud Mary é um filme raso que não serve nem para passar o tempo naquele dia em que o espectador não quer pensar muito. Infelizmente, nem o talento de Taraji P. Henson consegue salvar o roteiro deste fiasco completo – merecia, inclusive, um Framboesa de Ouro.

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