A Globo revelou recentemente os detalhes de sua mais nova série médica, ‘Emergência 53’. Produzida pela Conspiração e sob o comando de Andrucha Waddington e Cláudio Torres, dupla consagrada pelo sucesso de ‘Sob Pressão’, a produção promete uma abordagem inovadora ao gênero.
Desta vez, a trama sai dos hospitais fixos para acompanhar médicos, enfermeiros e motoristas de uma unidade móvel especial no Rio de Janeiro.
Em entrevista à Variety, Cláudio Torres explicou que a série busca o equilíbrio entre o caos urbano da cidade e a organização da saúde pública.
“Renata queria outra série médica procedural, mas desta vez com múltiplos protagonistas”, explicou.
“Ela fez uma ótima observação: praticamente todo país tem um procedural médico, mas não havia nenhum ambientado no contexto do Rio de Janeiro. O Rio é uma loucura porque mistura guerra e uma sociedade muito bem organizada. É uma cidade em estado de guerra. Médicos vão fazer residência em hospital público e se deparam com ferimentos de guerra”, acrescentou.
Diferente de sua antecessora, ‘Emergência 53’ assume uma estética “pop”, inspirada em quadrinhos da Marvel e DC.
“Em ‘Sob Pressão’, acompanhávamos um casal de médicos lidando com arcos longos e casos episódicos definidos pelos pacientes. Já em ‘Emergency 53’, temos um tom mais pop, um elenco majoritariamente jovem e uma narrativa que não fica restrita a um único espaço”, destacou.
“Nós subvertemos ativamente tudo em relação a ‘Sob Pressão’. Temos múltiplos protagonistas, não estamos dentro de um hospital e mostramos profissionais atuando em um setor da saúde pública brasileira que realmente funciona”, ressaltou.
Torres ainda destacou: “Ficávamos imaginando essa veterana que, após anos lidando com burocratas atrás de uma mesa, quer voltar às ruas e recruta um grupo de renegados para sua unidade especial. É um pouco como Os Sete Samurais ou Esquadrão Suicida. Nosso primeiro episódio lembra bastante ‘Esquadrão Suicida’. A linguagem visual também é inspirada em Marvel e DC Comics. Temos uma garagem que parece saída de Batman”.
O Produtor ainda ressaltou que a equipe criativa “apostou ainda mais no conceito do anti-herói”, comum no universo dos quadrinhos.
“Você sabe que uma história da Marvel é boa quando tem um bom anti-herói. Percebemos que poderíamos fazer isso assim que vimos nossos personagens de uniforme. Parecia um gibi, e as ambulâncias viraram nossos batmóveis”, concluiu.
A série terá dez episódios na primeira temporada e uma segunda já está em fase de roteiro.




