A renomada atriz e roteirista Emma Thompson, vencedora do Oscar por ‘Razão e Sensibilidade’ (1995) e conhecida por sucessos como ‘Cruella’ e ‘Nanny McPhee: A Babá Encantada’, manifestou-se recentemente contra o uso crescente da Inteligência Artificial (IA) em Hollywood e no processo criativo.
Segundo o Deadline, Thompson expressou “intensa irritação” com a tecnologia, detalhando sua aversão ao método digital:
“Eu escrevo à mão, em um caderno antigo, porque acredito que existe uma conexão entre o cérebro e a mão”, disse Thompson.
Sua frustração se estende às ferramentas digitais modernas. Ao digitar seus textos no Word, ela se depara com a IA sugerindo alterações, o que a tira do sério.
“Recentemente, o Word fica constantemente perguntando: ‘Quer que eu reescreva isso para você?’ E eu acabo dizendo: ‘Não preciso que você reescreva o que acabei de escrever, vai se f*! Só vá se f***!**’ Estou tão irritada”, acrescentou.
Thompson, que valoriza o toque humano na escrita, rejeitou a sugestão do apresentador de mostrar seu Oscar de roteiro ao computador, respondendo com ironia: “Não acho que ele se importaria”.
A atriz também relembrou uma experiência traumática com a tecnologia durante a escrita de seu roteiro premiado.
“Lembro que, quando estava terminando Razão e Sensibilidade no computador, voltei do banheiro e encontrei o roteiro inteiro transformado em hieróglifos… completamente perdido”, acrescentou.
Em pânico, ela procurou a ajuda de seu amigo, o ator Stephen Fry, que gastou oito horas na tentativa de recuperação. O resultado foi desastroso: o texto “saiu em uma frase enorme”, forçando Thompson a refazer todo o trabalho.
A atriz brincou que o computador tinha “escondido” o roteiro, “como se tivesse feito de propósito”.
