Durante sua participação no Festival de Locarno, a vencedora do Oscar Emma Thompson surpreendeu o público ao contar uma história inusitada: anos atrás, Donald Trump a convidou para sair.
“Um telefone tocou no meu trailer, e era o Donald Trump. Achei que fosse uma piada. Ele disse: ‘Oi, aqui é o Donald Trump’. Eu respondi: ‘Como posso ajudá-lo?’. Pensei que ele precisasse de direções. Mas ele disse: ‘Eu adoraria que você ficasse em um dos meus belos lugares e talvez pudéssemos jantar'”, relembrou a atriz.
Thompson contou que o convite aconteceu no mesmo dia em que seu divórcio havia sido finalizado. “Aposto que ele tinha pessoas procurando por divorciadas adequadas para sair… Ele até encontrou o número do meu trailer! Isso é perseguição! Então sim, eu poderia ter saído com Donald Trump. Eu poderia ter mudado o curso da história americana!”, brincou.
Conhecida por seu humor político desde o início da carreira, Thompson relembrou piadas que fez sobre Margaret Thatcher, comparando-a com herpes — “ambos muito difíceis de se livrar”.
Ela também falou sobre seu início como roteirista, revelando que um de seus esquetes de comédia chamou a atenção do produtor de ‘Razão e Sensibilidade‘, que acabou confiando a ela a adaptação do clássico de Jane Austen.
Embora no começo não quisesse seguir a carreira de atriz — cogitando até trabalhar como administradora hospitalar — Thompson acabou se tornando uma das intérpretes mais respeitadas de sua geração, com papéis marcantes em ‘Retorno a Howards End’ e ‘Vestígios do Dia‘.
Ao falar sobre Miss Kenton, de ‘Vestígios do Dia‘, a atriz revelou que se inspirou na história de sua avó, que foi vítima de abuso aos 13 anos e viveu marcada pelo trauma.
Thompson também comentou sobre trabalhar em Hollywood, lembrando que ‘Primary Colors‘, de Mike Nichols, foi filmado em meio ao escândalo Monica Lewinsky.
Ela fez ainda comparações entre experiências em projetos como ‘Harry Potter‘ — que descreveu como “não exatamente um desafio artístico” — e Nanny McPhee, filme que escreveu e estrelou.
“Não escrevi para crianças, escrevi para todos. É sobre luto, e eu perdi meu pai muito jovem. Ela é uma personagem muito importante para mim e me conecta a todas as gerações.”
