‘Era uma vez em Hollywood’: Tarantino perde a paciência com pergunta feminista de jornalista

‘Era uma vez em Hollywood’: Tarantino perde a paciência com pergunta feminista de jornalista



Após a exibição de ‘Era Uma vez em Hollywood’, no Festival de Cannes, Quentin Tarantino criticou uma repórter do New York Times, que perguntou por que Margot Robbie não teve mais o que dizer ou fazer em seu filme mais recente.

“Eu rejeito sua hipótese”, disse ele em uma coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira.

A jornalista deu a entender que o diretor de ‘Kill Bill‘ não dava espaço para personagens femininas em seus filmes.

Robbie interpreta Sharon Tate no filme, que se passa em Hollywood na década de 1960 e acompanha um ator de TV chamado Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt), enquanto eles atravessam uma indústria cinematográfica em evolução.

Durante coletiva, Tarantino parecia visivelmente aborrecido com a pergunta, enquanto Robbie tentava responder de forma evasiva.

“Acho que as cenas em que eu estive na tela deram um momento para homenagear Sharon“, disse Robbie. “Eu acho que a tragédia foi a perda da inocência. Mostrar as maravilhosas perspectivas dela poderia ser feito mesmo sem falar. Eu senti que tinha muito tempo para explorar a personagem sem diálogo, o que é uma coisa interessante. Raramente tenho a oportunidade de passar tanto tempo sozinha como personagem.”

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Once Upon a Time in Hollywood“, da Sony Pictures, estreou em Cannes com fortes críticas na noite de terça-feira (21). Essa troca concisa ocorreu no final da coletiva de imprensa de 30 minutos, na qual Tarantino e seu elenco lidaram com muitas perguntas, que não se referiam a Harvey Weinstein (que frequentemente trabalhava com Tarantino) ou Uma Thurman (que deu uma entrevista no ano passado ao New York Times detalhando o alegado comportamento abusivo que ela teve de suportar vindo do diretor no set de ‘Kill Bill’.

Tarantino abriu a coletiva de imprensa abordando o interesse contínuo do público em Charles Manson e seu culto.

“Acho que estamos fascinados porque, no final das contas, parece místico”, disse Tarantino. “Eu fiz muitas pesquisas sobre isso. Como ele foi capaz de fazer com que esses jovens garotos e garotas se sentissem atraídos por ele. Quanto mais você aprende sobre isso, mais informações você recebe, mas isso não esclarece nada. Só se torna mais obscuro.”

DiCaprio disse que, ao decolar dois personagens azarados em Hollywood, Tarantino queria celebrar o negócio de sua vida.

“Acho que esse filme é uma história de amor por esse setor”, disse DiCaprio. “Estudamos pessoas como Ralph Meeker a Eddie Byrne, todos esses atores cujo trabalho Tarantino realmente aprecia através de uma perspectiva artística, que contribuiu em sua mente para realizações cinematográficas e televisivas. Isso foi mais tocante sobre a história. É uma carta de amor para essa indústria que temos a sorte de trabalhar.”

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 15 de agosto.

Esta é a 9ª produção de Tarantino, e possivelmente sua última. Ele já afirmou que pretende se aposentar.

Na trama, um ator de televisão e seu dublê embarcam em uma odisseia para se fazer um nome para si na indústria cinematográfica durante os assassinatos de Charles Manson em 1969, na cidade de Los Angeles.

O elenco conta com Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, Al Pacino, Margot RobbieKurt Russell, Dakota Fanning, James Mardsen, Bruce Dern, Michael Madsen, Tim Roth, Timothy Olyphant, Damian Lewis, Lena Dunham, Emile Hirsch, Luke Perry, Scoot McNairy e James Remar.

Assista ao trailer, dublado e legendado:



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