A atriz e produtora Eva Longoria, conhecida por seus trabalhos em ‘Brooklyn Nine-Nine’ e ‘Desperate Housewives’, manifestou publicamente sua preocupação com a recente aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount. Conforme o Deadline, Longoria destacou os riscos que a consolidação de grandes estúdios impõe ao mercado de trabalho e à pluralidade criativa.
“A consolidação é a parte assustadora… Especialmente quando você vê uma consolidação, vê uma enorme perda de empregos de criativos… porque ela entra nesse sistema isolado de admissão”, alertou a atriz.
Longoria, que comanda a produtora Hyphenate Media Group desde 2016, enfatizou que a redução do número de compradores no mercado sufoca a inovação.
“Provavelmente vou apresentar uma pessoa para, sabe, cinco compradores diferentes, mas… Lançando para uma pessoa… Na verdade, o que acontece nesse processo é que a inovação morre, a diversidade morre. Fica muito genérico, como se estivéssemos procurando um procedimento médico, e depois vira só isso”, acrescentou.
Questionada sobre a atuação dos órgãos reguladores, Longoria foi cautelosa: “Acho que todos precisamos prestar atenção ao que vai acontecer. Supostamente, as empresas continuarão operando separadamente. Mas, sinceramente, quem sabe?”.
As declarações surgem em um momento crítico: a Warner Bros. Discovery agendou para o dia 23 de abril a votação dos acionistas sobre a venda para a Paramount Skydance. Paralelamente, o Conselho de Supervisores do Condado de Los Angeles aprovou uma análise detalhada sobre os impactos da fusão na força de trabalho da indústria local.
As preocupações de Longoria ecoam as críticas da lendária Jane Fonda. A estrela de ‘Grace and Frankie’ foi enfática ao prever demissões em massa e o aumento de preços para o consumidor final. Além do fator econômico, Fonda expressou um temor político direto, mencionando o futuro da CNN.
Referenciando falas recentes do Secretário de Defesa, Pete Hegseth, que defendeu o controle da emissora por David Ellison (Skydance), Fonda demonstrou preocupação com a imparcialidade jornalística sob a influência do governo Trump.
“Eu fui casada com o homem que criou isso! Tenho um envolvimento pessoal. A CNN reportava as notícias sem tomar partido. Para conseguir a aprovação da fusão, eles sentiram que precisavam ceder ao que Trump queria. Mas nós vamos vencer”, concluiu a atriz.



