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Ex-namorada de Diddy pede LIBERDADE em carta a juiz e declara: “Não vejo o Sr. Combs como uma ameaça”


A ex-namorada de Sean “Diddy” Combs, Virginia “Gina” Huynh — identificada como “Vítima-3” na acusação federal contra o rapper — escreveu uma carta ao juiz responsável pelo caso, manifestando apoio à sua liberação sob fiança enquanto aguarda a sentença, marcada para 3 de outubro.

Apesar de citada diversas vezes no processo, Huynh nunca chegou a testemunhar durante o julgamento. Em carta enviada no último domingo pela equipe de defesa de Diddy, Huynh afirma que ele “não é violento há muitos anos” e que, hoje, está comprometido com o papel de pai.

“Estou escrevendo porque não vejo o Sr. Combs como uma ameaça para mim ou para a comunidade. Este é seu primeiro processo criminal. Durante toda a investigação e os procedimentos legais, ele se manteve cooperativo, respeitoso e em conformidade com a Justiça. Ele possui vínculos substanciais com sua família e comunidade, incluindo filhos que dependem dele emocional e financeiramente”, escreveu ela.



Huynh ainda ressaltou que conceder a liberdade provisória permitiria que o rapper continuasse cuidando da família e cumprindo suas responsabilidades, sob supervisão do tribunal. Segundo ela, ele respeitaria todas as condições impostas e “não colocaria em risco sua liberdade ou o bem-estar de seus filhos”.

Ela também comentou sobre o histórico da relação entre os dois, reconhecendo dificuldades e erros no passado, mas afirmando que viu mudanças visíveis em seu comportamento.

“Ao longo dos anos, ele fez esforços visíveis para se tornar uma pessoa melhor e lidar com os danos que causou. Quando nossa relação terminou, ele já demonstrava um comportamento mais amoroso, paciente e gentil, bem diferente do passado”.

O governo norte-americano acusa Combs de utilizar “força, ameaças e coerção” para obrigar pelo menos três mulheres — incluindo Gina — a se envolverem em atos sexuais comerciais, oferecendo dinheiro, oportunidades profissionais e moradia em troca.

Durante o julgamento, o ex-assistente de Diddy, George Kaplan, declarou ter testemunhado o rapper jogando maçãs em Gina dentro de sua casa em Miami. Já a cantora Cassie Ventura, uma das principais testemunhas, afirmou que Diddy foi infiel a ela durante o relacionamento, mantendo um envolvimento com Gina ao mesmo tempo.

Atualmente preso, Diddy foi condenado por duas acusações de transporte para fins de prostituição. Seus advogados tentam, sem sucesso até o momento, garantir sua soltura antes da audiência de sentença. A carta de Gina Huynh agora reforça esse pedido, contrastando com os relatos mais duros apresentados ao longo do processo.

Vale lembrar que na última sexta-feira (01), em entrevista ao canal conservador Newsmax, o presidente Donald Trump jogou um balde de água fria nos apoiadores de Diddy ao dizer que, apesar de considerá-lo “meio inocente”, não vê com bons olhos o perdão: “Eu era muito amigo dele, mas quando entrei na política, ele foi muito hostil. Isso torna as coisas mais difíceis.”

O presidente chegou a dizer que consideraria casos de pessoas que, mesmo sem afinidade com ele, tivessem sido injustiçadas — mas no caso de Combs, sua mágoa pessoal pareceu pesar mais.

Combs foi absolvido das acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração, mas foi considerado culpado por transportar pessoas com a intenção de envolvê-las em prostituição.

Ele permanece detido e enfrenta uma possível sentença de vários anos de prisão. A promotoria federal quer impedir que ele aguarde o recurso em liberdade, mesmo com a oferta de fiança de US$ 50 milhões.

Trump, que frequentemente usa sua influência para atingir inimigos políticos e desafetos pessoais, estaria considerando um eventual perdão a Diddy como forma de atacar o setor de Justiça de Nova York e, indiretamente, o ex-diretor do FBI James Comey — pai de Maurene Comey, procuradora-chefe do caso e recém-demitida após a derrota parcial no julgamento.

sean diddy

Sobre a condenação

Diddy foi oficialmente condenado por duas acusações de transporte com o objetivo de prostituição. No entanto, ele foi considerado inocente de três acusações mais graves: duas de tráfico sexual e uma de associação criminosa, conforme a Variety.

Diddy pode enfrentar até 10 anos de prisão por cada uma das duas condenações.

Apesar de ainda poder passar décadas atrás das grades, o clima entre sua equipe de defesa era de comemoração. Após o júri anunciar o veredito dividido, Combs ergueu o punho e sussurrou “obrigado” aos jurados.

A reportagem destaca que ele aparentava estar aliviado e eufórico, apertando a mão de seus advogados, voltando-se para a família e iniciando uma salva de palmas. Quando o júri leu o primeiro veredito de “inocente”, houve suspiros na sala do tribunal. Familiares de Combs e sua equipe jurídica começaram a chorar.

Cerca de uma hora depois, ao deixarem o tribunal e entrarem em uma van Sprinter, os filhos e filhas de Combs esboçaram sorrisos contidos enquanto uma multidão erguia câmeras sobre suas cabeças e gritava: “Liberdade! Liberdade!”.

sean combs

Combs, outrora um titã das indústrias da música e da moda, foi acusado de coagir várias mulheres a participarem de “freak-offs”, maratonas sexuais de vários dias com uso de drogas e acompanhantes masculinos que ele levava de um estado a outro.

A defesa argumentou que Combs pagava aos homens pelo seu “tempo” e que os encontros sexuais aconteciam naturalmente entre três adultos consentindo. Enquanto a acusação rebateu dizendo que a ideia de que os acompanhantes não eram pagos por sexo “não passa nem no teste do riso” e que, quando Combs entregava maços de dinheiro ao fim dos encontros, não era pela “conversa brilhante” deles.

A defesa considera a absolvição de Combs nas acusações de tráfico sexual e associação criminosa uma grande vitória.

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