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Fetch the Bolt Cutters | As MELHORES músicas do aclamado álbum de Fiona Apple, que completa 5 anos


Há 5 anos, a lendária Fiona Apple fazia seu glorioso retorno ao mundo da música com o lançamento do antecipado álbum Fetch the Bolt Cutters.

Garantindo à artista duas estatuetas do Grammy, o compilado de originais mergulhou de cabeça no experimentalismo fonográfico, trazendo arranjos instrumentais nada convencionais que incluíram instrumentos clássicos como piano e bateria em comunhão com objetos não-musicais – e até mesmo uma graciosa participação de seus cachorros. Discorrendo sobre temas como liberdade, opressão e experiências pessoais, o disco foi extremamente aclamado pela crítica, que o caracterizou como um “revolucionário clássico contemporâneo” e o melhor trabalho da carreira de Apple.

Para celebrar seu quinto aniversário, preparamos uma breve lista elencando as cinco melhores músicas do álbum.



Veja abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:

5. “RACK OF HIS”

Cada canção do álbum é um soco no estômago e uma profunda análise sobre a psique humana. Nesse tocante, a impactante e premonitória “Rack of His” explana uma obsessão compulsiva amorosa que não faz vista grossa acerca de nenhum detalhe – e que respalda em uma atuação irretocável que oscila do blues ao jazz com sutileza aplaudível e emocionante.

4. “I WANT YOU TO LOVE ME”

A faixa inicial dessa incrível e sinestésica jornada, “I Want You To Love Me”, parece ser tirado de uma das suits de comédias dramáticas indies e que giram em torno de donas de casa, girando em torno de um poderoso piano que mergulha num mundo único e transbordando em aventuresco potencial.

3. “HEAVY BALLOON”

“Heave Balloon” vai conquistando mais poder à medida que se aproxima de seus atos finais, deixando que a percussão da bateria seja transmutado em pratos, sinos, latas e sintetizadores atmosféricos que parecem ter sido jogados em um liquidificador e retirado em uma forma original, bizarra e que funciona por seu conceito bastante dadaísta (e, mesmo assim, cheio de conteúdo).

2. “RELAY”

Diferente de pedantes construções sonoras com as quais nos deparamos volta e meia no cenário fonográfico, Apple faz questão de deixar ácidas críticas mais palatáveis para os ouvintes, como é o caso da fanfarra “Relay”: na faixa, as percussões vem em primeiro plano enquanto a música discorre sobre um ciclo sem fim de invejas, ofensas e vinganças, “passando a tocha” para a próxima vítima que será arrastada para dentro desse ardente pântano de sofrimento.

1. “SHAMEIKA”

A inexplicavelmente divertida “Shameika” é o carro-chefe de Fetch the Bolt Cutters– e reitera a propensão de Apple ao experimentalismo, à inovação, ao inesperado e à consequente revolução que promove em seus álbuns – por mais que essa não seja sua ideia primária. Aqui, a performa volta suas influências para o art pop e o baroque pop que a colocou nos holofotes ainda em 1996 com ‘Tidal’, escrevendo um solilóquio de independência marcado pelo cotidiano e pelo banal.

Na canção, as drásticas notas do piano e as bruscas mudanças de tempo – que, na verdade, estendem-se do começo ao fim – servem como máscara para constatações bastante duras da vida: “eu não tinha medo dos valentões, e isso os tornava piores” é o mote que rege análises quase sociológicas do âmago de relacionamentos e de confiança interpessoal.

Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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