Os Filmes do Oscar Para Quem Não Viu (Mas Quer Falar Sobre Eles)

Os Filmes do Oscar Para Quem Não Viu (Mas Quer Falar Sobre Eles)


Faltam pouco mais de 2 semanas para a entrega do Oscar 2019 e, por mais cinéfilos que sejamos, sabemos que é bem provável que talvez a gente não consiga ver tooooodos os filmes até a cerimônia do dia 24/02, seja porque os ingressos do cinema estão caríssimos, seja por falta de tempo. Maaaaas, sabemos também que cinéfilo que é cinéfilo adora dar palpite sobre os indicados, e justamente por isso nós vamos dar uma mãozinha a todos aqueles que não conseguirem ver tudo até o dia da premiação, mas quer ter assunto para falar na mesa de bar. 😉

A Esposa (de Björn Runge)

Indicações: Melhor Atriz (Glenn Close)

Como Falar: Nossa, esse filme dá nervoso, né? A Glenn Close está ótima, passa uma angústia terrível no papel de uma “mera” esposa, que “apenas” faz tudo pelo marido – tudo, inclusive escrever os livros que levam o nome dele. E logo no início a gente descobre que o cara vai ganhar o Nobel de Literatura! Que absurdo, né? Mas, realmente, quantas mulheres na história da literatura não tiveram que dar suas histórias para os homens assinarem? Tá na hora mesmo de dar voz às esposas caladas na História...

Aproveite para assistir:



Guerra Fria (de Pawel Pawlikowski)

Indicações: Melhor Fotografia, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Diretor (Pawel Pawlikowski)

Como Falar: Filme preto e branco, né, gente? Dá um ar assim, de cult, de filme bom, né? Mas a fotografia é realmente in-crí-vel! A cena das saias rodando? E a das pernas dançando? E é legal ver uma história de amor mais realista, ainda mais no meio de uma guerra. A música principal, aquela do coração, é tão melancólica e linda, não acha?

Bohemian Rhapsody (de Bryan Singer)

Indicações: Melhor Ator (Rami Malek), Melhor Filme, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhor Montagem.

Como Falar: Ah, é aquele filme do Queen! Sim, conheço todas as músicas, aquela parte do show do Live Aid é de arrepiar, parece mesmo que a gente está lá, ao vivo, vendo a banda tocar... O Rami Malek nem parece tanto o Freddie Mercury, mas o trabalho dele é tão incrível que você aceita que ele é o verdadeiro cantor, né?

Nasce Uma Estrela (de Bradley Cooper)

Indicações: Melhor Filme, Melhor Ator (Bradley Cooper), Melhor Atriz (Lady Gaga), Melhor Ator Coadjuvante (Sam Elliot), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Mixagem de Som

Como Falar: Ah, sim, o filme da Lady Gaga! Ela tá linda! Parece que desconstrói a imagem bizarra dela nos palcos e realmente convence como uma jovem ingênua cujo sonho é ser cantora. E o romance dela com o Bradley Cooper é tão intenso nas telas, que, sei lá, meio que parece que veio pra vida real né? Ainda mais cantando ‘Shallow’ juntos, essa música gruda na cabeça!

Homem-Aranha no Aranhaverso (de Peter Ramsey, Bob Persichetti, Rodney Rothman)

Indicações: Melhor Animação

Como Falar: Que animação incrível! A técnica que a Tia Sony utilizou para fazer esse filme, que meio que parece realmente uma história em quadrinho animada! É tudo tão inacreditável que há rumores de que a própria Tia Sony está pensando em registrar esse estilo. Gente! E o Porco Aranha? Me diverti com ele lutando! Já quero uma continuação!

Se a Rua Beale Falasse (de Barry Jenkins)

Indicações: Melhor Atriz Coadjuvante (Regina King), Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Roteiro Adaptado

Como Falar: Isso não é um filme, é uma porrada que você recebe sem perceber e que aos poucos vai sentindo a dor aumentar dentro de você. A forma como você logo no início sabe que já deu ruim, mas tem que ir montando as peças pra saber como que as coisas chegaram ao ponto que chegaram... Nossa, num tenho coração pra isso não...

Green Book (de Peter Farrelly)

Indicações: Melhor Ator (Viggo Mortensen), Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali), Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem, Melhor Filme

Como Falar: Não dá pra acreditar que esse filme é real! É tudo tão surreal... e aconteceu ontem! Tipo, não tem muito tempo, foi lá nos anos 1960. E aquele ator... gente, eu não sei falar o nome dele, mas ele tá ótimo como o pianista, né? Todo contido, sem demonstrar emoções. Isso é muito difícil de fazer!

A Favorita (de Yorgos Lanthimos)

Indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor (Yorgos Lanthimos), Melhor Montagem, Melhor Roteiro Original, Melhor Atriz (Olivia Colman), Melhor Direção de Arte, Melhor Atriz Coadjuvante (Emma Stone), Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Atriz Coadjuvante (Rachel Weisz)

Como Falar: Gente, que filme histérico, não? Duas mulheres, uma tentando puxar o tapete da outra, disputando a preferência da rainha, que tá mais perdida que todo mundo. Olha... taí um filme que leva ao pé da letra o ditado “mantenha os amigos por perto, e os inimigos mais perto ainda”.

Vice (de Adam McKay)

Indicações: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Sam Rockwell), Melhor Ator (Christian Bale), Melhor Atriz Coadjuvante (Amy Adams), Melhor Diretor (Adam McKay), Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem, Melhor Maquiagem e Penteado

Como Falar: Cara, nunca passei tanta raiva num filme! O tal do vice-presidente dos Estados Unidos, o Dick Cheney, é o demonho em pessoa! E pensar que tudo que vivemos hoje é consequência das escolhas que ele fez... Sinceramente, um filme tem que ser muito bom para passar esse tipo de sentimento ao espectador. Mérito também do Christian Bale, que retratou um legítimo fdp!

Roma (de Alfonso Cuarón)

Indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Diretor (Alfonso Cuarón), Melhor Atriz (Yalitza Aparacio), Melhor Atriz Coadjuvante (Marina de Tavira), Melhor Fotografia, Melhor Roteiro Original, Melhor Mixagem de Som, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição de Som

Como Falar: É o filme mais afrontoso do Oscar desse ano, sério mesmo. Imaginem só que pode levar o prêmio de Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro, de uma vez só! E isso porque o filme é em preto e branco e em espanhol! E é mais afronta ainda porque nem se passa em Roma, mas sim no México, em uma cidadezinha perdida no mapa que tem o mesmo nome da capital italiana. E, como se já não bastasse tudo isso, ainda por cima é um filme da Netflix, que estreou por uma semana nos cinemas apenas para poder se inscrever no Oscar. Isso sim que eu chamo de “vou mudar a história do cinema!”


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