Reino fictício tem em sua história uma longa lista de soberanos que penderam para os mais diversos lados morais

Ao longo da história do reino de Westeros nenhum símbolo de autoridade jamais se equiparou ao do trono de ferro, este que representa os então sete reinos independentes unificados sob uma monarquia. Alvo de cobiça pela maioria dos personagens, o Trono de Ferro garante uma ascensão de status à casa que o ocupar e a lealdade, pelo menos em teoria, de todos os senhores grandes ou pequenos de Westeros.

Ainda assim, muitas vezes o fato de haver um único Rei não é garantia de estabilidade; a família Targaryen foi a unificadora do território e por trezentos anos ocupou o posto, logo diversos reis vindo de ramos diferentes do clã protagonizaram os mais diversos episódios trágicos e grandiosos como chefes de Estado. Estes são os cinco reis que melhor estabilizaram o reino.

5) Aegon V

Graças ao feito de conquistar Westeros realizado por Aegon Targaryen seu nome se tornou sinônimo de autoridade para a família nos anos que se seguiram; sempre havendo a esperança de que o próximo Aegon causaria uma diferença tão grande quanto o original. Ainda que copiar os feitos do unificador dos Sete Reinos fosse uma tarefa bem complexa para qualquer herdeiro, o quinto indivíduo a carregar esse nome deixou, no mínimo, boas lembranças.



Rei Aegon V (em pé à esquerda) e seus filhos

Filho mais novo do Rei Maekar, por lei, Aegon jamais teve quaisquer esperanças de que um dia se tornaria Rei. Livre de tal expectativa, ou cobiça, ele por diversas vezes foi posto de lado por sua família em prol do primogênito Daeron. Foi somente durante o torneio de Ashford que a vida de Aegon mudou para sempre. Servindo como escudeiro de seu irmão mais velho Aegon teve seu cabelo prateado raspado para que os outros participantes não desconfiassem de suas raízes reais; lá ele conheceu um dos competidores, um cavaleiro andante sem fama ou riqueza mais com um grande coração chamado de Duncan, O Alto.

Após isso Aegon passou os anos seguintes servindo como escudeiro de Duncan enquanto a dupla percorria os Sete Reinos aonde quer que fossem necessários. Essa experiência conferiu ao jovem a consciência de como eram os costumes do seu povo fora das muralhas do palácio real e, principalmente, quais eram suas necessidades. Após a desistência de seus irmãos, dentre eles Aemon que se tornaria meistre na Patrulha da Noite, Aegon V foi coroado além de receber a alcunha de “Improvável”. Seu reinado se focou principalmente em impedir uma nova rebelião Blackfyre, além de eventuais levantes de outros senhores. Seu sonho de um reino estável e justo para os mais pobres encontrou resistência não só das outras casas como pela ausência dos dragões sentida pela família real. A vida do rei e de seus filhos terminaria em tragédia na tentativa de chocar os ovos de dragão remanescentes.

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4) Aerys II

Ok, essa é complexa pois a parte final do reinado de Aerys II decretou o fim do domínio Targaryen em Westeros, muito por ações insanas tomadas pelo próprio Rei. No entanto seu governo foi altamente contrastante quando comparados o início e o fim; ascendendo em um cenário de incerteza máxima para a monarquia, que contava agora com poucos Targaryen vivos após o incêndio fatídico em Solarestival, Aerys II veio com uma proposta inédita de modernização máxima. Grande parte dos conselheiros experientes de seu pai, Jaehaerys II, foram dispensados e outros nomes mais jovens ganharam força, como o de Tywin Lannister.

Apesar do final trágico, o reinado do rei Aerys começou com amplas propostas de reformas

A metade inicial do reinado de Aerys II, então, é bastante marcada por promessas empolgadas constantemente feitas pelo próprio monarca; não só no tocante à modernização do conselho real como também de construir canais que fariam o deserto de Dorne “florescer”. Enquanto que o Rei vivia com suas fantasias, era seu maior conselheiro, Tywin, quem de fato governava e trazia certa estabilidade. Dessa maneira, muitos grandes acontecimentos no início do governo de Aerys II como decisões de diminuir tarifas e criações de estradas vieram do Lannister e apenas empurraram o monarca para a loucura.



3) Aegon, o Conquistador

Na história de Westeros apresentada ao longo dos livros, nenhum Rei anterior tem seu nome tão constantemente referenciado com respeito quanto Aegon I, aquele que unificou o país. À época em que cresceu como apenas mais um nobre, Westeros era dividida em cinco reinos diferentes e independentes que constantemente guerreavam entre si. Munido de poucos soldados e casas leais, Aegon partiu com suas duas irmãs (Visenya e Rhaenys) para conquistar tendo como maiores armas os três dragões de sua família: Meraxes, Vhagar e o todo poderoso Balerion.

Alguns dos senhores westerosis se curvaram pacificamente perante os avanços de Aegon (tais como os Stark no norte e os Hightower de Vilavelha) e outros decidiram por dificultar a conquista (o Rei Harren e os Reis Lannister e Gardener), tendo esses últimos enfrentado a fúria dos dragões e sendo completamente, ou no caso dos Lannister quase completamente, dizimados pelas chamas das criaturas. Eventualmente quase todos os reinos vieram a prestar juramento de lealdade ao recém criado Trono de Ferro (feito a partir das espadas entregues pelos exércitos derrotados) tendo como única exceção o reino de Dorne, que permaneceu independente por muito mais tempo.

Junto de suas irmãs\esposas, Aegon conquistou os Sete Reinos e os reuniu sob um trono

O governo de Aegon pós conquista foi marcado pela instabilidade vinda da mudança de poder. Ainda que os antigos reinos não existissem mais como tal, algumas das casas que governavam esses reinos nutriam esperança de recuperar a independência de outrora, além de certa desconfiança com a ideia de viver sob uma única coroa. Foi em seu governo que a capital, Porto Real, foi criada e prosperou. Em contrapartida, foi nesse espaço de tempo que o então novo reino enfrentou um sério levante dornense que resultou na morte da Rainha Rhaenys e em várias tentativas de assassinar Aegon. Seu reinado foi importante não só por ter sido o primeiro mas também por ter sedimentado muitas das instituições que fariam parte das tramas futuras.

2) Daeron II

Até o momento em que Daeron II foi coroado, os sete reinos ainda não haviam sido completamente unificados; Dorne ainda se mantém como uma região autónoma. O que muitos reis anteriores tinham falhado em entender era que Dorne não seria anexada na base da força. Utilizando a alcunha de “O Bom”, o novo Rei se casou com a Princesa de Dorne, Myriah Martell, e formou uma corte com um número nunca antes visto de membros dorneses.

A anexação pacífica do reino desértico ao sul veio após várias negociações com Maron Martell e assim concretizando algo que nenhum Targaryen anterior tinha obtido. Seu governo também foi marcado pelas duas primeiras rebeliões Blackfyre (esta sendo uma facção formada por bastardos Targaryen que, legitimados pelo antigo Rei Aegon IV, tentaram tomar o trono de Daeron II) o que dificultou para o reino contar com um período de paz maior.

1) Jaehaerys I

Nenhum outro Rei trouxe tamanha estabilidade utópica para Westeros como Jaehaerys I ao longo dos seus cinquenta anos de reinado. Tendo ascendido muito novo ao trono após o período sangrento em que seu tio Maegor I fora Rei, Jaehaerys teve logo de primeira a difícil missão de reconstruir um reino partido; seu primeiro ato foi perdoar muitos daqueles que tinham se aliado a Maegor nas perseguições e massacres, o que correu por toda a Westeros visto que misericórdia era algo em falta naquele tempo.



Jaehaerys e Alysanne lideraram o período mais próspero em Westeros

Junto a Rainha Alysanne, o novo monarca passou grande parte do reinado voando para os mais diversos locais de Westeros justamente para consolidar a relação dos senhores mais interioranos com a coroa; sua esposa concedeu atenção especial à patrulha da noite lhes dando uma nova fortaleza batizada de Lago Profundo e em retribuição a Patrulha renomeou-o de Portão da Rainha. 

Também foi nesse período que a casa Targaryen teve um número impressionante de nascimentos, tanto de humanos quanto de dragões. Isso gerou um efeito ambíguo: a princípio o grande número de familiares garantia a segurança da linhagem real e seus dragões eram a promessa física de que suas leis e vontades seriam respeitadas. Porém, seria nesse reinado que alguns nomes nasceriam e que teriam papel predominante na futura tragédia da Dança dos Dragões.

 

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