Uma nova pesquisa do Center for Scholars & Storytellers (UCLA), intitulada “Teens & Screens”, revelou uma mudança significativa no comportamento dos jovens de 10 a 24 anos.
Segundo o estudo, as Gerações Z e Alpha preferem ver retratos de “pais que gostam de ser pais” ou “pais demonstrando amor aos filhos”. A preferência por essas dinâmicas familiares saudáveis supera o desejo por menos afeto em uma margem de 5 para 1.
Conforme o Deadline, o público jovem está buscando uma nova forma de representação masculina nas telas.
“Os jovens não estão apenas pedindo pais melhores; estão pedindo uma reimaginação de como os homens se fazem presentes na vida dos outros. Seja como pai, mentor, treinador ou professor, a mensagem do público foi a mesma”, afirmam os autores do relatório.
Durante décadas, executivos e criadores de conteúdo operaram sob a premissa de que o público jovem masculino preferia heróis estoicos, independentes e solitários, o que explica a enxurrada de produções de super-heróis centradas em guerreiros isolados salvando o mundo. No entanto, os dados da Teens & Screens indicam o caminho oposto.
Um dos exemplos de representação positiva destacados pelo estudo é o personagem Dr. Michael “Robby” Robinavitch (interpretado por Noah Wyle), da série ‘The Pitt’. O personagem é descrito como um mentor imperfeito, porém profundamente humano, para os estagiários de um pronto-socorro em Pittsburgh.
O relatório enfatiza que o padrão do “provedor estoico” ou do “herói distante” está saturado.
“Ao retratar principalmente homens em posições de poder ou força física, ignoramos os papéis que os jovens realmente valorizam, definidos por empatia, paciência e disponibilidade emocional”, conclui a pesquisa.
A pesquisa Teens & Screens 2025 foi realizada em agosto de 2025, ouvindo 1.500 adolescentes e jovens adultos em todo o território dos Estados Unidos.
