O cineasta Guillermo del Toro, que em breve lançará seu próximo longa-metragem, ‘Frankenstein’, falou recentemente sobre o crescente uso da inteligência artificial, abordando os perigos das novas tecnologias.
Segundo o Deadline, Del Toro comparou o tema com seu longa ‘Frankenstein’: “Vivemos em um tempo de terror e intimidação, certamente. E a resposta, da qual a arte faz parte, é o amor. Para mim, o perdão é parte do amor, assim como tantas outras coisas. E a questão central do romance desde o começo é: o que é ser humano? O que nos torna humanos?”
Ele ainda acrescentou: “E não há tarefa mais urgente do que permanecer humano em um tempo onde tudo está empurrando para um entendimento bipolar da nossa humanidade… Acho que o filme tenta mostrar personagens imperfeitos e o direito que temos de permanecer imperfeitos, e o direito que temos de nos entender nas circunstâncias mais opressivas. É muito biográfico para mim, mas acredito que é biográfico para qualquer um que tente preservar sua alma nos tempos em que estamos vivendo”.
Del Toro finalizou afirmando que nao teme a I.A.: “E para mim, inteligência artificial não me assusta; o que me assusta é a estupidez natural, que é muito mais abundante”.
‘Frankenstein’ terá um lançamento limitado nos cinemas no dia 23 de outubro, antes de chegar ao streaming em 7 de novembro.
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Na trama, o brilhante e egoísta cientista Victor Frankenstein dá vida a uma criatura em um experimento monstruoso que, no fim das contas, leva à ruína tanto do criador quanto de sua trágica criação.
A produção é baseada no romance homônimo de Mary Shelley.
Oscar Isaac interpretará Victor Frankenstein, enquanto Jacob Elordi dará vida ao seu monstro. O elenco ainda contará com Mia Goth e Christoph Waltz como Elizabeth e Dr. Pretorius, respectivamente.
“Este filme tem estado na minha mente desde que eu era criança. Tenho tentado dirigi-lo por mais de 20 anos. Algumas pessoas acham que eu sou um pouco obcecado com ‘Frankenstein’, e eles provavelmente estão certos. Com o passar das décadas, o personagem se fundiu com a minha mente que sua história é basicamente uma autobigrafia. Não há nada mais pessoal do que isso,” declarou o diretor.

