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Guillermo del Toro prefere MORRER a usar inteligência artificial generativa: “Não estou interessado”


À medida que o discurso em torno das inteligências artificiais ​​em Hollywood se intensifica, o aclamado cineasta Guillermo del Toro se posicionou contra essa onda cinematográfica.

O realizador, que já coleciona três estatuetas do Oscar em sua carreira, disse recentemente que “preferia morrer” a usar IA generativa em seus filmes, comparando a tecnologia à “arrogância” do cientista louco de Oscar Isaac em sua adaptação para a Netflix de Frankenstein, de Mary Shelley.

“A IA, particularmente a IA generativa — não estou interessado, nem nunca estarei”, disse ele em entrevista à NPR. “Tenho 61 anos e espero conseguir manter o desinteresse em usá-la até morrer. … Outro dia, alguém me escreveu um e-mail e perguntou: ‘qual é a sua posição sobre IA?’ E minha resposta foi muito curta. Eu disse: ‘Prefiro morrer.'”



Conhecido por outros títulos como ‘O Labirinto do Fauno’, ‘A Forma da Água’ e Pinóquio, Del Toro explicou que sua “preocupação não é a inteligência artificial, mas a estupidez natural”, acrescentando: “Acho que é isso o que move a maioria das piores produções do mundo”.

O roteirista e diretor também observou uma relação entre o protagonista epônimo Frankensteinaos “caras da tecnologia. [Victor Frankenstein] é meio cego, criando algo sem considerar as consequências, e acho que precisamos parar e refletir sobre para onde estamos indo”.

Lembrando que ‘Frankenstein’ chega à Netflix em 7 de novembro.

Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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