A música country perdeu uma de suas vozes mais emblemáticas. Jeannie Seely, vencedora do Grammy, faleceu aos 85 anos na última sexta-feira (01), em Hermitage, Tennessee. A causa foi uma infecção intestinal, agravada por duas cirurgias de emergência e complicações de saúde enfrentadas ao longo do ano.
Nascida em 6 de julho de 1940, em Titusville, na Pensilvânia, Seely conquistou o reconhecimento nacional em 1966 com o lançamento do hit “Don’t Touch Me”, escrito por Hank Cochran — que também viria a ser seu primeiro marido. A música lhe rendeu um Grammy de Melhor Performance Vocal Feminina em Country, marcando o início de uma carreira longa, intensa e profundamente influente.
Jeannie Seely quebrou barreiras importantes no conservador universo da música country. Foi a primeira mulher a apresentar regularmente segmentos da rádio country Grand Ole Opry, da qual se tornou membro em 1967. Em plena década de 60, causou alvoroço ao subir ao palco com uma minissaia — símbolo de sua postura autêntica, ousada e à frente do seu tempo.
Entre os anos 60 e 70, emplacou mais de duas dezenas de músicas nas paradas da Billboard Country, incluindo sucessos como “Can I Sleep in Your Arms” e “Lucky Ladies”. Também foi parceira frequente de Jack Greene, com quem lançou duetos como “Wish I Didn’t Have to Miss You”.
Além da música, Seely brilhou nos palcos e nas telas. Participou do longa Honeysuckle Rose (1980) ao lado de Willie Nelson, e estrelou Changing Hearts (2002), com Faye Dunaway. No teatro, atuou nos musicais The Best Little Whore House in Texas (1988), Always, Patsy Cline (2001) e em uma montagem de Os Monólogos da Vagina em Nashville, em 2005.
Mesmo em seus últimos anos, Jeannie Seely se manteve ativa e relevante. Em 2018, lançou o quadro “Sundays with Seely” na rádio Willie’s Roadhouse, da SiriusXM, levando sua paixão pela música country a uma nova geração de ouvintes.
