A estrela de Hollywood Jennifer Lawrence se manifestou recentemente sobre a experiência de trabalhar com o cineasta David O. Russell, frequentemente criticado por seu estilo de direção agressivo e conflituoso. A atriz, que foi sua “musa” em três filmes, revelou que nunca se sentiu desrespeitada por ele.
Segundo a Variety, Lawrence destacou que sempre se certificou de não levar os comentários de Russell para o lado pessoal:
“Eu realmente sentia que, com o David, essa era a forma dele de se comunicar de maneira direta. Nunca senti que ele estava me desrespeitando ou gritando comigo”, disse Lawrence sobre o comportamento do diretor no set.
“Se ele não gostava de algo, ele apenas dizia: ‘Isso foi péssimo. Parece uma porcaria. Faça melhor’. E essa era uma conversa muito útil. Como assim? Não sei. ‘Mais devagar! Não tão alto!’ Eu não sou sensível. Não sei como alguém pode ser neste ramo”, destacou.
A atriz, que trabalhou com Russell em ‘O Lado Bom da Vida’ (2012), ‘Trapaça’ (2013) e ‘Joy’ (2015), ponderou sobre as experiências alheias:
“Talvez ele tenha sido mais duro com a Amy do que comigo. Não sei. Claro que sou sensível. Muito sensível. Mas não sei”, afirmou.
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As declarações de Lawrence contrastam com relatos anteriores de seus colegas:
Em 2016, a atriz Amy Adams, que trabalhou em ‘Trapaça’, revelou que Russell a fez chorar no set, comentando: “Jennifer não leva nada para o lado pessoal. Ela é não se deixa afetar por críticas. Eu não sou”.
Adams acrescentou que o comportamento do diretor a ensinou a separar drasticamente a vida pessoal do trabalho.
Em 2022, Christian Bale, também de Trapaça, confirmou que precisou mediar uma situação tensa entre Russell e Adams, mas minimizou o conflito como parte do processo criativo:
“Você está lidando com dois talentos incríveis… quando trabalha com pessoas do talento criativo louco da Amy ou do David, haverá conflitos. Mas eles são fenomenais”, destacou.
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Lawrence ainda relembrou a influência positiva de Bale durante as filmagens de ‘Trapaça’. Ela disse que “Christian Bale me mudou muito” ao mostrar como se preparar meticulosamente antes do “ação”.
“Eu tinha 23 anos e era muito sensível a ficar envergonhada na frente da equipe”, disse Lawrence. “Eu achava que atuar era embaraçoso… Mas depois eu via o Christian… Eu pensei… isso parece uma boa ideia, e eu deveria fazer isso quando estivesse mais madura e pudesse lidar com as pessoas me olhando e pensando: ‘Pshh, ela está atuando'”.

