O ator e comediante Joby Baker, que marcou o cinema e a televisão nas décadas de 1960 e 1970, faleceu no último dia 22 de junho, de causas naturais, em Mount Kisco, Nova York. A informação foi confirmada pela família ao Deadline.
Curiosamente, a perda ocorreu apenas dez dias após a morte de Ronnie Schell, seu grande amigo e colega de elenco na clássica sitcom ‘Good Morning World’ (1967).
Na famosa série da CBS, que também revelou a atriz Goldie Hawn, Baker e Schell interpretavam uma carismática e oposta dupla de locutores de rádio.
Nascido em Montreal, no Canadá, em 26 de março de 1934, Joseph N. Baker começou a atuar cedo antes de tentar a sorte em Hollywood. Nas telonas, ele se especializou em comédias leves e produções juvenis que definiram uma era. Entre os seus trabalhos mais memoráveis no cinema estão:
- ‘A trilogia Gidget’: Marcou presença nos três filmes da franquia: ‘Gidget’ (1959), ‘Gidget Goes Hawaiian’ (1961) e ‘Gidget Goes to Rome’ (1963).
- ‘Girl Happy’ (1965): Atuou ao lado do Rei do Rock, Elvis Presley, interpretando o baixista da banda do protagonista.
- ‘The Wackiest Ship in the Army’ (1960): Dividiu as telas com os astros Jack Lemmon e Ricky Nelson.
Durante os anos 1960 e 1970, Baker tornou-se uma figura carimbada nos estúdios Disney, integrando o elenco de produções populares da época como ‘The Adventures of Bullwhip Griffin’ (1967), ‘Blackbeard’s Ghost’ (1968) e ‘Superdad’ (1973), onde contracenou com um jovem Kurt Russell.
Apesar do sucesso no cinema, foi na televisão que ele construiu sua carreira mais prolífica. Desde os anos 1950, acumulou participações em séries dramáticas e cômicas de grande audiência, incluindo:
- ‘The Alfred Hitchcock Hour’
- ‘The Dick Van Dyke Show’
- ‘The Streets of San Francisco’
- ‘Barnaby Jones e Simon & Simon’
A partir do final da década de 1970, Baker começou a se afastar gradualmente das telas para se dedicar a outra grande paixão: as artes plásticas. Como pintor e escultor, realizou exposições aclamadas pela crítica em galerias de Los Angeles e Nova York, explorando temas como a memória e a vulnerabilidade humana.
No âmbito pessoal, casou-se em 1984 com a premiada cantora e compositora Dory Previn (vencedora do Emmy), com quem viveu em uma fazenda em Massachusetts até o falecimento dela, em 2012. O artista deixa duas filhas, Fredricka e Michelle, um filho socioafetivo, Scott, além de seis netos e uma bisneta.


