Jonathan Majors cai de janela em set de filme e produtores disparam: “Não negociamos com comunistas”


O novo filme de ação estrelado por Jonathan Majors (‘Creed III’), produzido pela The Daily Wire e Bonfire Legend, tornou-se centro de uma crise trabalhista na Carolina do Sul. Segundo informações obtidas pelo portal Deadline, a produção enfrenta uma greve organizada pelo sindicato IATSE desde o dia 26 de março, motivada por uma sucessão de incidentes de segurança e falta de infraestrutura técnica.

O estopim para a paralisação foi um acidente envolvendo Majors e o colega de elenco JC Kilcoyne. Durante a gravação de uma cena, ambos caíram de uma janela a uma altura de aproximadamente dois metros. O incidente, registrado em vídeo, ocorreu porque a janela original foi substituída por uma placa de vidro temperado não fixada. O material deveria ser quebrado em uma cena posterior, sem a presença de atores, mas foi deixado apenas apoiado na estrutura.

Como resultado da queda, Kilcoyne precisou receber pontos nas mãos. Enquanto os representantes de Majors não comentaram o caso, a equipe de Kilcoyne afirmou que o ator recebeu atendimento imediato e continua no projeto.

“Está bem e recebeu atendimento imediato da produção. JC não se sentiu inseguro no set e continua tendo uma experiência positiva trabalhando no projeto”, afirmou o representante.

Membros da equipe, sob condição de anonimato, descrevem um ambiente de trabalho caótico. Entre as irregularidades relatadas estão:

- Ads -
  • Riscos Físicos: Queda frequente de objetos cenográficos, incluindo um galho que atingiu o médico do set.
  • Falta de Protocolo: Ausência de reuniões de segurança antes de cenas complexas ou do uso de armas de airsoft.
  • Gestão Inexistente: Relatos de que não havia gerente de produção visível ou lista oficial de funcionários, levando os trabalhadores a criarem uma lista informal (“mercado negro”) para se identificarem.
  • Insalubridade: A equipe teria se recusado a trabalhar em uma locação com mofo preto e suspeita de amianto. Segundo funcionários, os produtores tentaram manter as filmagens mesmo após alertas de consultores técnicos.

Outro ponto de tensão envolve o supervisor de efeitos especiais, Chris Bailey. Documentos do Departamento de Justiça de 2021 revelam que Bailey se declarou culpado por posse ilegal de explosivos em um set, sendo proibido de manusear tais materiais.

Ao Deadline, Bailey minimizou o caso, classificando-o como uma “irregularidade burocrática” e que “nenhuma pirotecnia foi mal utilizada”.

Atualmente, mais de 60% da equipe apoia o acordo coletivo via IATSE para garantir fundos de saúde e pensão. No entanto, o produtor Dallas Sonnier adotou uma postura combativa. Em resposta aos pedidos de comentário, Sonnier afirmou:

“A indústria inteira está em queda livre por causa das greves, e agora que seus membros estão sem trabalho, estão tentando sabotar quem ainda está produzindo. Não negociamos com comunistas”, declarou.

Anteriormente, o produtor já havia declarado que a equipe estava “ocupada demais sendo fodões, explodindo coisas, pilotando helicópteros e matando terroristas de filme para se preocupar com quatro idiotas com cartazes”.

Embora Sonnier questione a legitimidade da greve, a produção já recebeu comunicação oficial do IATSE Internacional. Normalmente, o sindicato intervém em sets não sindicalizados após denúncias da equipe.

Sobre o Projeto
O filme, que possui o título provisórioRun Hide Fight Infidels, é descrito como uma sequência em formato de antologia do longa Sobreviva ou Morra Tentando (2020). A trama segue o estilo de clássicos comoAmanhecer Violento (Red Dawn). Apesar da greve e do incentivo do sindicato para que profissionais não aceitem as vagas remanescentes, as filmagens continuam parcialmente com substitutos.

author avatar
José Guilherme
Jornalista e redator apaixonado por cinema, séries e animes, sempre em busca de boas histórias para contar e compartilhar.

Inscrever-se

Notícias

Assista também: