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Juiz NEGA pedido de fiança de Diddy e destaca “risco de fuga” e “perigo”


A menos de dois meses da sentença definitiva, o rapper e empresário Sean “Diddy” Combs teve mais um revés judicial: seu novo pedido de liberdade provisória mediante fiança de 50 milhões de dólares foi negado nesta segunda-feira (04) pelo juiz federal Arun Subramanian, conforme divulgado pelo Deadline. A decisão reforça a gravidade do caso e aponta o artista como um risco real de fuga e perigo à sociedade.

“No que se refere ao risco de fuga ou perigo, Combs não conseguiu comprovar, de forma clara e convincente, que não representa uma ameaça, conforme já exposto na audiência de 2 de julho”, declarou o juiz, referindo-se ao processo em curso que envolve acusações federais de transporte para fins de prostituição.

A defesa de Combs, que desde o início da investigação tenta reforçar a imagem de um homem em processo de reabilitação pessoal, anexou ao pedido uma carta da ex-namorada Virginia Huynh, identificada como “Vítima 3” no processo.



Ela afirmou que o artista “não representa um perigo” e que ele “mudou” com o tempo. No entanto, para o juiz, o histórico de violência doméstica e o perfil de Combs continuam sendo um obstáculo intransponível à sua libertação, independentemente do valor da fiança.

“Inclusive aumentar o valor da fiança ou adicionar novas condições não altera a equação”, escreveu Subramanian. “Esse tipo de violência, que acontece a portas fechadas, é impossível de ser controlado apenas com medidas condicionais.” Ele ainda destacou que a própria defesa admitiu, durante o julgamento, os episódios de violência praticados por Combs em relacionamentos pessoais.

Preso desde setembro de 2024 no Metropolitan Detention Center, em Nova York, Diddy enfrenta duas acusações formais de transporte de pessoas para fins de prostituição, além de diversas denúncias públicas envolvendo coerção, abuso e suborno. Sua sentença está marcada para o dia 03 de outubro.

Nem os promotores do Distrito Sul de Nova York, nem os advogados de defesa se pronunciaram publicamente após a decisão mais recente.

Vale lembrar que na última sexta-feira (01), em entrevista ao canal conservador Newsmax, o presidente Donald Trump jogou um balde de água fria nos apoiadores de Diddy ao dizer que, apesar de considerá-lo “meio inocente”, não vê com bons olhos o perdão: “Eu era muito amigo dele, mas quando entrei na política, ele foi muito hostil. Isso torna as coisas mais difíceis.”

O presidente chegou a dizer que consideraria casos de pessoas que, mesmo sem afinidade com ele, tivessem sido injustiçadas — mas no caso de Combs, sua mágoa pessoal pareceu pesar mais.

Combs foi absolvido das acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração, mas foi considerado culpado por transportar pessoas com a intenção de envolvê-las em prostituição.

Ele permanece detido e enfrenta uma possível sentença de vários anos de prisão. A promotoria federal quer impedir que ele aguarde o recurso em liberdade, mesmo com a oferta de fiança de US$ 50 milhões.

Trump, que frequentemente usa sua influência para atingir inimigos políticos e desafetos pessoais, estaria considerando um eventual perdão a Diddy como forma de atacar o setor de Justiça de Nova York e, indiretamente, o ex-diretor do FBI James Comey — pai de Maurene Comey, procuradora-chefe do caso e recém-demitida após a derrota parcial no julgamento.

sean diddy

Sobre a condenação

Diddy foi oficialmente condenado por duas acusações de transporte com o objetivo de prostituição. No entanto, ele foi considerado inocente de três acusações mais graves: duas de tráfico sexual e uma de associação criminosa, conforme a Variety.

Diddy pode enfrentar até 10 anos de prisão por cada uma das duas condenações.

Apesar de ainda poder passar décadas atrás das grades, o clima entre sua equipe de defesa era de comemoração. Após o júri anunciar o veredito dividido, Combs ergueu o punho e sussurrou “obrigado” aos jurados.

A reportagem destaca que ele aparentava estar aliviado e eufórico, apertando a mão de seus advogados, voltando-se para a família e iniciando uma salva de palmas. Quando o júri leu o primeiro veredito de “inocente”, houve suspiros na sala do tribunal. Familiares de Combs e sua equipe jurídica começaram a chorar.

Cerca de uma hora depois, ao deixarem o tribunal e entrarem em uma van Sprinter, os filhos e filhas de Combs esboçaram sorrisos contidos enquanto uma multidão erguia câmeras sobre suas cabeças e gritava: “Liberdade! Liberdade!”.

sean combs

Combs, outrora um titã das indústrias da música e da moda, foi acusado de coagir várias mulheres a participarem de “freak-offs”, maratonas sexuais de vários dias com uso de drogas e acompanhantes masculinos que ele levava de um estado a outro.

A defesa argumentou que Combs pagava aos homens pelo seu “tempo” e que os encontros sexuais aconteciam naturalmente entre três adultos consentindo. Enquanto a acusação rebateu dizendo que a ideia de que os acompanhantes não eram pagos por sexo “não passa nem no teste do riso” e que, quando Combs entregava maços de dinheiro ao fim dos encontros, não era pela “conversa brilhante” deles.

A defesa considera a absolvição de Combs nas acusações de tráfico sexual e associação criminosa uma grande vitória.

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