Um juiz da Suprema Corte de Los Angeles negou o pedido de um casal para demolir a antiga residência da estrela de cinema Marilyn Monroe (1926–1962), localizada no bairro de Brentwood, que foi oficialmente declarada marco cultural pela cidade.
Segundo o Deadline, Brinah Milstein e seu marido, o produtor Roy Bank, compraram a casa em julho de 2023, por US$ 8,35 milhões. Inicialmente, o casal obteve uma autorização da prefeitura para demolir o imóvel, com o objetivo de expandir a casa onde moram atualmente, situada ao lado da propriedade histórica.
No entanto, na última terça-feira (3), após ouvir os argumentos de ambas as partes, o juiz James C. Chalfant decidiu negar o pedido de demolição.
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Lembrando que no dia 26 de junho de 2024, o Conselho Municipal de Los Angeles votou por unanimidade para declarar a antiga residência de Marilyn Monroe como monumento histórico-cultural, impedindo oficialmente os planos de demolição. A decisão ocorreu cinco meses após a Comissão de Patrimônio Cultural da cidade ter barrado o processo com base no valor histórico do imóvel.
A vereadora Traci Park, que representa o 11º distrito, defendeu a medida antes da votação: “Temos hoje a oportunidade de fazer algo que já deveria ter sido feito há 60 anos. […] Provavelmente não há nenhuma mulher na história ou na cultura que capture a imaginação do público como Marilyn Monroe. Mesmo depois de todos esses anos, sua história ainda ressoa e inspira muitos de nós”.
A residência fica localizada na 12305 West Fifth Helena Drive, e foi o local onde a lendária atriz foi encontrada morta aos 36 anos, em agosto de 1962.
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Apesar da decisão do Conselho, os atuais proprietários contestaram o processo e entraram com uma ação judicial alegando que a prefeitura agiu de forma irregular ao tentar tombar a casa.
Em nota enviada ao Deadline, o advogado do casal, Peter C. Sheridan, criticou a postura da vereadora Traci Park:
“Ela afirmou ter ‘trabalhado em estreita colaboração’ com os proprietários para encontrar uma solução que permitisse a realocação da casa e o acesso público. […] Na realidade, o oposto aconteceu. Os donos fizeram inúmeras tentativas de diálogo com a vereadora e sua equipe, mas foram ignorados”, afirmou.
Sheridan também classificou o tombamento como: “Mais um passo em um processo tendencioso, inconstitucional e manipulado, conforme argumentado na ação judicial apresentada pelos proprietários”.
