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‘Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros’ – Reboot extremamente bem-sucedido completa 10 anos


Jurassic World: Recomeço’, o sétimo filme de uma das maiores franquias do cinema, já está em cartaz pelo mundo e se prepara para adentrar sua segunda semana de exibição. Até este exato momento, a superprodução já soma US$322 milhões mundiais e promete se colocar entre as maiores bilheterias de 2025. Estrelado pela duas vezes indicada ao Oscar Scarlett Johansson e pelo duas vezes vencedor do Oscar Mahershala Ali, o longa promete ser o reinício de uma nova saga jurássica nas telonas – e oferece para toda uma nova audiência a maravilha de ter dinossauros realistas nas telonas.

Porém, dez anos antes de ‘Recomeço‘, a franquia dos dinossauros mais famosos do cinema estreava um reboot que se tornou extremamente bem-sucedido e deu origem a uma nova trilogia de filmes jurássicos. Lançado no que ficou conhecido como “o ano dos blockbusters”, ‘Jurassic WorldO Mundo dos Dinossauros‘ se tornou um dos maiores sucessos da história do cinema. Abaixo daremos uma olhada nesse enorme sucesso.

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Em 1993, Steven Spielberg fez o mundo ficar de boca aberta com ‘Jurassic Park, e o cinema nunca mais seria o mesmo: dinossauros hiperrealistas, efeitos práticos e digitais revolucionários, uma trilha sonora imortal e o alerta de que brincar de Deus pode dar muito ruim.

Após duas continuações medianas (‘O Mundo Perdido e ‘Jurassic Park III), a franquia entrou em hibernação por 14 anos, como um T-Rex esperando a hora certa para rugir novamente. Em 2015, com a onda de revivals e reboots a mil, a Universal decidiu que era hora de reabrir os portões do parque. E reabriram com estilo: mais dinossauros, mais turistas, mais gritos… e um dinossauro geneticamente modificado, por que não?

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Jurassic World se passa 22 anos após o original. O parque dos dinossauros, agora chamado “Jurassic World”, finalmente deu certo e virou uma atração turística de sucesso com direito a resort, monotrilho, petting zoo de tricerátopes e Wi-Fi (provavelmente instável). Mas como toda franquia corporativa moderna, o sucesso nunca é o bastante. Os investidores querem algo “mais radical”.

Então os cientistas criam um novo dinossauro híbrido, o Indominus rex: maior, mais inteligente, mais perigoso, com camuflagem e, se deixassem, talvez até acesso à IA. É claro que criatura escapa. Ou não teríamos um filme. E aí a trama troca os discursos éticos pela corrida desesperada para sobreviver. O parque entra em colapso, os visitantes viram aperitivo, e os dinossauros voltam a fazer o que fazem de melhor: dominar a tela.

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Muitos diretores foram cogitados para o comando do reboot. Nomes como Joe Johnston, que já havia dirigido um filme da franquia, com ‘Jurassic Park III‘ (2001), e Brad Bird, mais conhecido por animações como ‘Os Incríveis‘ (2004), e que havia estreado em live-action com ‘Missão: Impossível – Protocolo Fantasma‘ (2011). Ele viria a dirigir ‘Tomorrowland‘ no mesmo ano. Matthew Vaughn (‘Kick-Ass‘), J.A. Bayona (‘O Impossível‘) e Duncan Jones (‘Warcraft‘) igualmente foram sondados. Bayona viria a dirigir a sequência de ‘Jurassic World‘ em 2018.

O comando do filme ficou nas mãos de Colin Trevorrow, um diretor praticamente desconhecido que havia feito apenas o indie ‘Sem Segurança Nenhuma (2012). Spielberg, que atuou como produtor executivo, escolheu pessoalmente Trevorrow, vendo nele o equilíbrio entre reverência ao original e energia nova. Trevorrow não decepcionou. Trouxe nostalgia com fan service na medida (incluindo o jipe antigo do primeiro parque, a trilha de John Williams e até o velho T-Rex) e adicionou elementos modernos: ação frenética, CGI afiado, e um humor pop entre os protagonistas.

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O elenco é liderado por Chris Pratt, que estava em alta após ‘Guardiões da Galáxia(2014). Ele vive Owen Grady, um ex-militar, agora “treinador de velociraptores”, porque alguém precisava ter esse emprego. Pratt usa um colete marrom, cara séria e uma moto para andar no meio dos dinossauros — resumindo, ele é o Indiana Jones de Jurassic World.

Antes de Pratt ser contratado, Owen teria uma outra cara e um estilo mais duro e menos brincalhão. Isso porque Josh Brolin chegou perto de fechar acordo com a Universal, após inúmeras reuniões. Porém, diferenças criativas o fizeram desistir do personagem. Já pensou? Garrett Hedlund (‘Tron: O Legado‘) também foi cogitado para o papel, com outra proposta. No no aspecto dos rumores sem confirmações oficiais, nomes de atores como Henry Cavill, John Krasinski e até Jason Statham surgem como possíveis candidatos.

Bryce Dallas Howard interpreta Claire Dearing, executiva do parque que começa o filme friamente corporativa e termina como uma heroína destemida (até correndo de salto alto). A química com Pratt é boa, mesmo com os diálogos flertando com o clichê. Temos também os sobrinhos de Claire, Zach e Gray (Nick Robinson e Ty Simpkins), clássicos “garotos em apuros” da franquia, e o sempre ótimo Vincent D’Onofrio como o vilão secundário, um cara que acha uma ótima ideia usar velociraptores como armas militares. Spoiler: não é.

Como sempre, outras atrizes foram cogitadas para o papel feminino principal de Claire Dearing. Até mesmo uma comediante. Kristen Wiig teria sido considerada a pedido de Colin Trevorrow, que via potencial dramático na atriz mais conhecida por seus papeis de humor. Certamente seria outro filme. Além de Wiig, Emilia Clarke, Brie Larson e Keri Russell estiveram na lista dos produtores para ocupar a personagem.

E ainda há o velociraptor Blue, a raptor leal, carismática e quase protagonista. Sim, o público amou tanto a raptor domesticada que ela virou meme, ícone e teve mais desenvolvimento emocional que alguns humanos.

O clímax do filme é um espetáculo jurássico. O Indominus Rex toca o terror, os humanos correm para todos os lados, e Owen libera seus raptors para uma tentativa (fracassada) de contenção. Quando tudo parece perdido, quem surge? O bom e velho T-Rex, estrela do primeiro filme, que junto com Blue enfrenta o híbrido num duelo épico de rugidos, garras e destruição. É o tipo de cena que mistura nostalgia, insanidade e puro prazer cinematográfico. Tem até mosassauro pulando do tanque para dar o golpe final. É a luta de kaijus que Spielberg nunca fez, mas que Trevorrow entregou com paixão.

A crítica de ‘Jurassic World‘ foi, no geral, positiva, mesmo com algumas ressalvas. A direção de Trevorrow foi elogiada, o ritmo ágil, o retorno ao espírito do original e o uso criativo da nostalgia. Outros apontaram que a trama era previsível, que o roteiro tinha personagens rasos e que o Indominus era “vilão de videogame”.

Mas quem se importa? O público adorou. O filme estreou no dia 12 de junho de 2015 em primeiro lugar das bilheterias americanas com impressionantes US$208.8 milhões. E assim permaneceu por mais dois fins de semana, dominando as bilheterias no mês de junho, sem dar chance para os lançamentos de ‘Divertida Mente‘, da Disney, e ‘Ted 2‘, continuação da comédia de sucesso com o ursinho obsceno falante. Sim, não foram muitas estreias, afinal quem seria louco de bater de frente com os dinos? O melhor a se fazer foi abrir espaço e sair da frente.

Jurassic World fez história: arrecadou US$1,67 bilhão no mundo todo, se tornando, na época, a terceira maior bilheteria de todos os tempos (atrás apenas de ‘Titanic e ‘Avatar). Ninguém esperava tanto. A Universal nadou em dinheiro. E claro: imediatamente encomendou sequências.

Jurassic World conseguiu o que parecia impossível: reviver com força uma franquia que muitos consideravam extinta. Combinou o charme do original com os excessos modernos, deu ao público o que queria (dinossauros destruindo tudo) e ainda lançou um novo ciclo. Claro, não tem o mesmo frescor filosófico do original de 1993. Mas como entretenimento? É um passeio divertido, barulhento e nostálgico — como um carrinho de monotrilho correndo de um raptor com fome. No fim, ‘Jurassic World provou uma coisa: por mais que o tempo passe, dinossauros nunca saem de moda.

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