A atriz Karla Sofía Gascón, que se destacou em ‘Emilia Perez’, está de volta aos holofotes como a vilã Viúva Bronson em ‘Trinidad’, um faroeste espanhol ambientado no século XIX e dirigido por Laura Alvea e José Ortuño.
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O The Hollywood Reporter divulgou a primeira imagem da atriz em seu novo papel. Gascón descreve sua personagem como “uma mulher ultraconservadora” que é “uma espécie de Darth Vader feminina com cinco filhos para proteger e manipular”.
“Ela odeia a imigração, apesar de ser imigrante também, e tem valores profundamente patriarcais”, disse Gascón ao THR. “É antifeminista e contrária ao progresso social, embora sempre tenha sido uma lutadora e conquistado o respeito, mesmo sendo mulher, de pessoas que operam com base na enganação. Uma espécie de Darth Vader feminina”.
O longa-metragem, falado em inglês, foi filmado nos últimos meses nas Ilhas Canárias, mas se passa, em sua maior parte, nos Estados Unidos.
A protagonista é Gabriela Andrada no papel de Trinidad, uma mulher que foge da perseguição na Espanha rumo ao Velho Oeste. Ao longo do caminho, ela conquista fama por suas habilidades com armas, mas também se torna alvo de inimigos — como a Viúva Bronson.
A equipe por trás do filme, que teve um orçamento de US$ 12 milhões, já conhecia o trabalho de Gascón em ‘Emilia Perez’.
“Que seu próximo papel fosse o de uma vilã me pareceu quase poético, então foi uma escolha pessoal: sua presença bilíngue, a intensidade que ela traz e aquela energia ambígua que o personagem precisava fizeram o resto”, disse Silvia Carvalho da Costa, fundadora do ISII Group, que financia o projeto.
Carvalho da Costa levou em consideração a controvérsia envolvendo Gascón ao escalá-la para o filme, destacando: “Todos nós já fomos heróis na história de alguém e vilões na de outro”.
A produtora acrescenta: “Conheço a Karla: além de ser uma grande atriz, ela é, para mim, uma grande pessoa, e isso pesou mais do que qualquer polêmica do passado”.
Quanto a Gascón, ela tenta seguir em frente após a turbulência da temporada do Oscar. A atriz afirma: “Não posso controlar as interpretações que fazem de mim ou as coisas que dizem — muitas vezes tiradas de contexto, manipuladas ou simplesmente falsas. O que posso fazer — e continuarei fazendo — é demonstrar, por meio do meu trabalho e da minha atitude no dia a dia, que não sou a pessoa que alguns tentaram projetar”.
