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Madonna – 67 Anos | 10 músicas pouco conhecidas da ETERNA rainha do pop


Madonna, alcunhada merecidamente como a rainha do pop, completa 67 anos no dia de hoje, 16 de agosto.

Falar de seu legado é cair na redundância, visto que, desde sua estreia no mundo da música, ainda em 1983, pavimentou o caminho para diversas estrelas da música da contemporaneidade – incluindo Lady GagaBritney SpearsBeyoncéRihanna e tantas outras. Quebrando tabus acerca de sexo e coletando inúmeros recordes ao longo de sua carreira, que permanece na ativa, conhecer Madonna é conhecer uma parte importante da história do entretenimento.

No dia de hoje, 16 de agosto, a artista completa 67 anos e, para celebrar seu aniversário, preparamos uma breve lista com dez músicas pouco conhecidas de sua discografia.



Confira:

“DRESS YOU UP”

Álbum: Like a Virgin

“Dress You Up” foi lançado como o single final de ‘Like a Virgin’ e traz inúmeros elementos que se fundem numa coesa redição: coro, guitarras e vocais divertidos – sso sem mencionar a parceria infalível com o icônico Nile Rodgers. A letra, por sua vez, é uma metáfora inteligente para luxúria e fashion, comparando o ato de se vestir com paixão.

“YOU’LL SEE”

Álbum: Something to Remember

“You’ll See” fez parte do grande compilado de baladas de Madonna, com o intuito de atenuar a imagem da artista que vinha constantemente sofrendo ataques e críticas injustificáveis. Funcionando como uma construção acústica pop, a canção traz instrumentais que variam da percussão ao violão e ao piano.

“SHANTI/ASHTANGI”

Álbum: Ray of Light

É um fato dizer que Ray of Light serviria de base a todas as outras investidas da performer, incluindo ‘Music’ e o recente Madame X. Madonna, como nenhuma outra artista de sua época, baseava-se bastante em sua história para permanecer viva na cultura mainstream e nunca deixava de mencionar a si mesma em cada construção. Versada numa poesia única que reflete a grandiosidade de peças como a evocativa “Shanti/Ashtangi”, que revela os riscos tomados pela artista ao permitir incursões asiáticas em seu projeto, como a kabbala e o arab pop.

“BEDTIME STORY”

Álbum: Bedtime Stories

O auge artístico de Bedtime Stories, um dos álbuns mais populares de Madonna, vem acompanhado da icônica presença de Björk: a excêntrica artista islandesa, conhecida por seu estilo irreverente, acompanha Madonna em “Bedtime Story”. Sua progressão afasta-se da dominação do R&B noventista dos Estados Unidos e abre portas para os sintetizadores abafados do dub inglês, para os versos sem métrica e para o nirvana experimental.

“GET TOGETHER”

Álbum: Confessions on a Dance Floor

Inspirada pelo grupo francês Stardust, “Get Together” pode ter caído no esquecimento, mas certamente merece nossa atenção. A amálgama perfeita entre trance, techno e dance serve de base para uma narrativa prática, ainda que formulaica, para o pop : a possibilidade de encontrar amor nas pistas de dança.

“DEVIL PRAY”

Álbum: Rebel Heart

Pegando elementos já explorados em ‘Music’ e em ‘Hard Candy’ (neste, com especificidade marcante em “Miles Away”), Madonna abraçou a melodia inestimável do violão para “Devil Pray”, uma diabólica, blasfema e irretocável rendição que premeditaria as inflexões ainda mais chocantes de Madame X. A faixa, apesar de pincelada com o piano e os sintetizadores dos anos 2010, promove uma viagem de volta aos anos 1960, remodelando a memorável “House of the Rising Sun” às modernizações experimentais da atualidade.

“HEARTBREAKCITY”

Álbum: Rebel Heart

Ao longo de uma belíssima e subestimada jornada eternizada por Rebel Heart, Madonna mostra-se extremamente sagaz ao criar retratos íntimos de sua própria carreira, seja na forma de construções recuadas e movidas pelo classicismo do piano, como a poética e marchante “HeartBreakCity” (que viria a influenciar Mark Ronson anos mais tarde). Talvez como nunca, a cantora e compositora se mostra disposta a falar do lado mais obscuro do sucesso e da solidão, resumidos pela pungente estrofe “você conseguiu o que quis, um pouco de fama e fortuna, e eu não sou mais útil”.

REBEL HEART

 

Álbum: Rebel Heart

Por incrível que pareça, a faixa-título do álbum foi acrescentada apenas à sua versão deluxe e descartada como um dos singles principais – um erro incorrigível da rainha do pop. Relacionando-se com a própria história de Madonna, a mensagem altiva da canção é incorporado ao teor acústico de sua produção aplaudível.

“I RISE”

Álbum: Madame X

Provavelmente tendo passado longe do radar, “I Rise” é uma nostálgica performance de Madonna para Madame X e uma das únicas inflexões que realmente se encaixam no comodismo do pop. Construindo-se através do mid tempo, os versos delineiam mais uma crítica da cantora para a violência e o porte de armas dos Estados Unidos, além de usar o poderoso discurso da ativista Emma González para guiá-los.

“CRAVE”

Álbum: Madame X

A artista volta a nos surpreender nos momentos mais inimagináveis com o recente Madame X, e sem sombra de dúvida se afastando por completo de sua zona de conforto: nesse tocante, “Crave”, seu mergulho no trap ao lado de Swae Lee é uma peça animalesca, primitiva, que, como a própria lead repete várias vezes, fala “sem medo” sobre os nossos anseios – isso sem perder sua originalidade e uma sutil sedução.

Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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