Mais um ano se inicia e, com ele, começamos a desenterrar memórias não muito distantes de grandes produções musicais, cinematográficas e televisivas que, volta e meia, revisitamos com nostalgia.
Há meia década, o mundo fonográfico passava pela estreia oficial de Olivia Rodrigo com o álbum ‘SOUR’, que lhe rendeu a estatueta do Grammy de Artista Revelação, enquanto Billie Eilish lançava o aclamado ‘Happier Than Ever’. Como se não bastasse, nomes como St. Vincent, Halsey e Liniker lançavam produções extremamente elogiadas, conquistando a crítica e o público.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando dez grandes álbuns que completam cinco anos em 2026 para você conferir.
Veja abaixo e conte para nós qual o seu favorito:
30, Adele

Adele sempre foi uma força incomparável no mundo da música, seguindo os passos de nomes como Duffy e Céline Dion para construir baladas que marcaram e que continuam marcando gerações. Em 2021, a vencedora do Grammy, do Oscar e do Emmy lançava uma de suas melhores produções com ’30’, representando um expressivo amadurecimento em sua visão artística ao tratar de seu divórcio e de sua vida como mãe através de faixas que encantaram os ouvintes – como “Easy On Me”, “Oh My God” e “I Love Wine”.
HAPPIER THAN EVER, Billie Eilish

Uma das principais vozes da nova geração da música, Billie Eilish também marcou presença cinco anos atrás com o aclamado ‘Happier Than Ever’. Seguindo o estilo já explorado em seu primeiro álbum de estúdio, ‘When We All Fall Asleep, Where Do We Go?’, Eilish reiterou seu expoente status no cenário fonográfico com um compilado de originais que navegou pela sensualidade, pelo medo e pela frustração através de uma narrativa gloriosa e estupenda.
IF I CAN’T HAVE LOVE, I WANT POWER, Halsey

Halsey iniciou sua carreira no cenário do indie pop, ascendendo a uma fama considerável que trouxe uma originalidade inegável ao mundo da música. Com ‘If I Can’t Have Love, I Want Power’, a musicista superou nossas expectativas com uma mistura de indie, rock, pop e alt pop que cutucou a retrógrada cultura da dominância masculina no escopo do entretenimento, construindo potentes análises sobre o papel da mulher na sociedade e até mesmo um irretocável longa-metragem inspirado na controversa figura de Maria Antonieta.
JUBILEE, Japanese Breakfast

Se você nunca ouviu falar da banda independente Japanese Breakfast, não sabe o que está perdendo. Encabeçado pela lead singer Michelle Zauner, o grupo aproveitou as reminiscências deixadas por Fiona Apple com ‘Fetch the Bolt Cutters’ para saciar nossa sede de projetos inesperados e explosivos. Aqui, o ato musical mergulhou de cabeça no próprio livro de memórias ‘Crying in H Mart’ para arquitetar uma mistura explosiva de art pop e lo-fi que ganhou o nome de ‘Jubilee’ e que se transmutou em uma obra como nenhuma outra.
LOVE FOR SALE, Lady Gaga & Tony Bennett

Lady Gaga e Tony Bennett criaram mágica com o elogiado ‘Cheek to Cheek’ em 2014 – e não é nenhuma surpresa que o ícone do jazz tenha escolhido a titânica popstar para sua última incursão musical antes de falecer. E assim nasceu ‘Love for Sale’: mergulhando de cabeça em covers mágicos das populares canções do gênero que permearam a história dos Estados Unidos, a dupla roubou os holofotes e conquistou seis indicações ao Grammy, incluindo Álbum do Ano, para uma despedida emocionante e memorável.
INDIGO BORBOLETA ANIL, Liniker

‘Indigo Borboleta Anil’ marcou a estreia solo da incrível Liniker no cenário da música, após ter cimentado sua carreira como parte do ato Liniker e os Caramelows. O compilado de originais, que conta com breves 11 faixas, é uma mistura de pop, bossa nova, samba e pop que explode em narrativas apaixonantes e envolventes e que garantiu à cantora um marco inédito na temporada de premiações, visto que ela se tornou a primeira artista travesti a conquistar um Grammy – vencendo na categoria de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira em 2022.
SOUR, Olivia Rodrigo

Ninguém poderia imaginar o sucesso estrondoso que Olivia Rodrigo faria com seu álbum de estreia, ‘SOUR’. Apostando fichas no bedroom pop e lançando uma tendência que seria emulada por suas conterrâneas, Rodrigo alcançou o primeiro lugar da Hot 100 com os singles “drivers license” e “good 4 u”, além de estrear no topo da Billboard 200 à medida que angariou uma legião de fãs e cimentou sua visão única sobre as atribulações da jovialidade e das suas próprias vivências.
DADDY’S HOME, St. Vincent

St. Vincent é uma das figuras mais interessantes da indústria do entretenimento e, pouco depois de sua estreia oficial no final dos anos 2010, ascendeu a uma fama espetacular e conquistou o coração da crítica e do público por suas construções originais que remam, até hoje, na maré do mainstream. Em 2021, a artista retomou colaboração com Jack Antonoff para o antecipadíssimo álbum ‘Daddy’s Home’, uma homenagem biográfica e pungente sobre a prisão do pai, cujo encarceramento se deu em virtude de um golpe financeiro de mais de 40 milhões de dólares – e que foi selecionado por nós como o melhor álbum do ano.
DEATH BY ROCK AND ROLL, The Pretty Reckless

Uma das grandes surpresas de 2021 veio com o retorno glorioso da banda de rock The Pretty Reckless com o álbum ‘Death by Rock and Roll’. A íntima jornada representou um inegável amadurecimento do grupo no cenário fonográfico, encontrando beleza em meio à tragédia e construindo um arauto às principais influências da banda, incluindo Janis Joplin, Kurt Cobain e a Kato Khandwala, colaborador de longa data que faleceu e que foi celebrado com a emocionante faixa “Harley Darling”.
BLUE WEEKEND, Wolf Alice

Quatro anos depois de terem lançado seu último álbum, a banda inglesa Wolf Alice retornou sem muito alvoroço com a impecável produção ‘Blue Weekend’. Sem sombra de dúvida uma das obras mais subestimadas de 2021 e uma que merece entrar para a lista dos apaixonados por rock alternativo e indie pop, a construção das onze breves faixas representa o amadurecimento e a completa compreensão do que significa ser um artista na atualidade, contando com singles como “The Last Man on Earth” e “No Hard Feelings”.


