Matthew Lillard revela que acha o terror ’13 Fantasmas’ um “filme terrível”



O astro Matthew Lillard, de ‘Pânico‘ e ‘Scooby-Doo‘, disse ao programa do Kevin McCarthy que acha o terror clássico ‘13 Fantasmas‘ (2001) um “filme terrível”.

“É uma casa de vidro e um portal para o inferno… é um pouco hilário.”, ele afirmou.

Lançado em 2001, ‘13 Fantasmas‘ (Thir13en Ghosts) chegou aos cinemas cercado de expectativa por ser mais um remake produzido pela Dark Castle, estúdio criado para revitalizar clássicos do terror de William Castle. Na época, porém, a recepção da crítica foi tudo menos calorosa. Muitos veículos classificaram o longa como um espetáculo visual barulhento e vazio, criticando o roteiro confuso e a falta de desenvolvimento dos personagens. O filme acabou se tornando um daqueles casos curiosos em que a imprensa torceu o nariz, mas o público — especialmente os fãs de terror — manteve o título vivo ao longo dos anos, transformando-o em um cult inesperado.

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Na bilheteria, o desempenho foi modesto, mas longe de ser um desastre. Com um orçamento estimado em cerca de 42 milhões de dólares, o longa arrecadou pouco mais de 68 milhões mundialmente. Não foi um grande sucesso, mas também não representou prejuízo para o estúdio, o que já era considerado um resultado aceitável para um terror classificado para maiores e com uma estética tão específica. O filme teve um desempenho particularmente sólido no mercado doméstico, sustentado por um público jovem atraído pela violência gráfica e pelo visual estilizado que era marca registrada do terror da virada dos anos 2000.

A história acompanha Arthur Kriticos, um viúvo que herda de seu misterioso tio uma mansão futurista feita quase inteiramente de vidro. O que parecia uma herança milagrosa rapidamente se revela um pesadelo: a casa é, na verdade, uma prisão sobrenatural que mantém 12 espíritos extremamente perigosos sob contenção. Quando os mecanismos de segurança falham, Arthur e seus filhos ficam presos no interior do local, enquanto a construção começa a se transformar em uma gigantesca máquina ocultista capaz de abrir um portal para outra dimensão. Essa mistura de casa mal-assombrada com ficção científica e ocultismo foi um dos elementos que mais dividiram opiniões na época, mas que hoje é visto como um dos grandes diferenciais do filme.

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O elenco reuniu nomes conhecidos do público. Tony Shalhoub, famoso por papéis mais dramáticos e televisivos, assumiu o protagonismo como o desesperado Arthur, enquanto Matthew Lillard roubou várias cenas como o médium histérico Dennis Rafkin, em uma atuação exagerada que acabou se tornando uma das favoritas dos fãs. O elenco ainda contava com Embeth Davidtz, Shannon Elizabeth e F. Murray Abraham, que interpretou o excêntrico e manipulador Cyrus Kriticos, figura central para a mitologia sombria por trás da casa e dos fantasmas.

Apesar das críticas negativas, um dos aspectos que sempre recebeu elogios foi o visual. Cada um dos 12 fantasmas possui um design único e perturbador, com maquiagens e efeitos práticos que ainda impressionam duas décadas depois. A produção criou uma mitologia própria chamada de “Zodíaco Negro”, dando a cada espírito uma história trágica e violenta — detalhes que nem chegaram a ser totalmente explorados no filme, mas que foram revelados em materiais extras e ajudaram a expandir o interesse dos fãs pela obra.

Outro ponto curioso é que grande parte da casa foi construída de forma prática em estúdio, com painéis de vidro gravados com símbolos ocultistas e mecanismos reais que se moviam durante as filmagens. Isso deu ao filme uma aparência muito mais tangível do que outros terrores da época, que já começavam a depender excessivamente de efeitos digitais. Esse cuidado com a direção de arte é, até hoje, um dos elementos mais lembrados por quem revisita o longa.

Com o passar dos anos, ‘13 Fantasmas‘ passou por uma reavaliação silenciosa. O que antes era visto como um terror confuso e estiloso demais começou a ser apreciado por sua criatividade visual, pelo design das criaturas e pela tentativa de construir uma mitologia própria dentro de um remake. Hoje, o filme é frequentemente lembrado em listas de terrores subestimados dos anos 2000 e segue conquistando novas gerações de fãs que descobrem a produção nas plataformas de streaming ou em reprises na TV

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