O ator e roteirista irlandês Michael Patrick faleceu aos 48 anos na última quarta-feira (8 de abril), em Belfast, em decorrência de complicações da Doença do Neurônio Motor (DNM). O ator e mais conhecido pelo seu trabalho em ‘Game Of Thrones’. A notícia foi confirmada por sua esposa, Naomi Sheehan, que destacou que o artista partiu em paz, cercado por amigos e familiares no Northern Ireland Hospice.
Conforme o ComicBook, Naomi Sheehan escreveu nas redes socias: “Na noite passada, Mick infelizmente faleceu no Northern Ireland Hospice. Ele foi diagnosticado com Doença do Neurônio Motor em 1º de fevereiro de 2023. Foi internado há 10 dias e recebeu cuidados de uma equipe incrível. Ele partiu em paz, cercado por familiares e amigos. Palavras não conseguem descrever o quanto estamos devastados”.
Diagnosticado em fevereiro de 2023 com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma condição incurável que provoca a perda progressiva do controle muscular, Patrick enfrentou a mesma doença degenerativa que já havia vitimado seu pai décadas antes.
Em sua última atualização nas redes sociais, publicada em fevereiro de 2026, o ator revelou que as estimativas médicas apontavam para cerca de um ano de vida. Ainda assim, manteve uma postura otimista diante do prognóstico, afirmando que ainda tinha “muito pelo que viver e muitos planos”.
Formado pela prestigiada Cambridge Footlights e pela Mountview Academy of Theatre Arts, em Londres, Michael Patrick construiu uma carreira versátil, transitando entre diferentes gêneros na televisão e no teatro. Entre seus principais trabalhos, destaca-se sua participação como um selvagem na sexta temporada de ‘Game of Thrones’, além de atuações em produções da BBC como ‘Blue Lights’ e ‘This Town’, esta última criada por Steven Knight, conhecido por ‘Peaky Blinders’.
O ator também integrou o elenco de ‘Krypton’, expandindo sua presença no gênero de ficção científica. Paralelamente à atuação, Patrick se destacou como roteirista em ‘My Left Nut’, comédia da BBC inspirada em suas próprias experiências de juventude, evidenciando um talento singular para narrativas de amadurecimento.
Mesmo com o avanço da doença, o ator permaneceu ativo. Sua última aparição nas telas ocorreu em 2025, no telefilme alemão Mordlichtern – Tod auf den Färöer Inseln.
Nos palcos, seu trabalho mais impactante foi uma adaptação de “Richard III”, no Lyric Theatre, em Belfast. Ao coescrever a peça, Michael substituiu a deficiência física clássica do protagonista por uma doença terminal, uma transposição corajosa de sua própria realidade para o teatro. A montagem foi aclamada pelo público e crítica, sendo encerrada com aplausos de pé.
