O anúncio de que Mulan será lançado na plataforma de streaming Disney+ pelo valor de US$30 surpreendeu a todos e a decisão continua gerando controvérsia com boa parte dos usuários, que aprovaram a estratégia, mas não o altíssimo preço.

Os portais Variety e ComicBook.com fizeram uma enquete por meio do Twitter, a fim de ponderar qual o nível de interesse dos usuários do streaming em pagar o valor para adquirir o filme, mesmo já sendo um assinante da plataforma.

E em ambas as pesquisas o nível de rejeição foi altíssimo. Ao serem questionados pelo ComickBook se alugariam Mulan por US$30, 84,6% dos internautas votaram em “não”, com apenas 15,4 votando “sim”.



A pesquisa da Variety obteve resultados bem semelhantes, com 85,3% dos votantes se posicionando contra e 14,7% a favor.

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Na ocasião da pesquisa, alguns internautas foram ainda mais além e afirmaram que se o filme disponível para aluguel fosse de fato ‘Viúva-Negra‘, eles estariam dispostos a pagar o valor US$30.

De acordo com o portal Variety, apesar de muitos analistas acharem que o cancelamento da estreia nos cinemas teria impacto negativo para a empresa, o anúncio fez o oposto.



No início da manhã de quarta-feira (05), as ações da Disney saltaram mais de 10%, indicando que os investidores estão confiantes nessa nova estratégia.

O analista do Morgan Stanley, Ben Swinburne, disse:

“Tanto pelo sucesso do (Disney Plus) quanto pela necessidade (interrupção do COVID-19), a Disney está se movendo para levar sua estratégia de streaming a novos níveis de investimento e crescimento… A execução tanto em conteúdo quanto em tecnologia será necessária.”

Mulan, que custou mais de US$ 200 milhões, será lançado diretamente no Disney+ no dia 04 de setembro. Como o lançamento é premium, os assinantes terão que pagar mais US$ 29.99 para assistir ao filme.

O estúdio ainda planeja manter o lançamento nos cinemas internacionais. A Disney está discutindo lançar a produção nos cinemas chineses antes mesmo de ‘Tenet‘, que estreia no próximo mês por lá.



Vale lembrar que a China já reabriu seus cinemas há cerca de 15 dias, em regiões com baixo risco de contágio por coronavírus. Mais de 50% dos estabelecimentos estão em funcionamento com 30% da capacidade para atender as exigências sanitárias.

No Brasil, a Disney ainda não se decidiu quanto ao destino do live-action. Se os cinemas nacionais abrirem antes do lançamento do Disney+, que tem estreia prevista por aqui apenas em Novembro, o estúdio provavelmente decidirá lançar a produção nas telonas.

Como a previsão de abertura dos cinemas nacionais é em setembro, seguindo as diretrizes da OMS, existe uma grande possibilidade da produção ser lançada nos cinemas antes de chegar ao streaming da Disney.

“Nos últimos meses, ficou claro que nada pode ser definido com solidez quando se trata de lançamento de filmes durante uma crise sanitária global, e hoje isso significa pausar nossos planos de lançamento de Mulan, conforme descobrimos a melhor maneira de levar essa produção para o mundo inteiro”diz a declaração.



Sobre o remake

Em uma recente entrevista para o Digital Spy, a diretora Nikki Caro revelou alguns detalhes sobre o aguardado longa-metragem e explicou a decisão de tirar as sequências musicais de sua versão, dizendo que “ninguém canta na guerra”!

“Eu pensei nessa adaptação do ponto de vista mais realista, e quem é que canta no meio da guerra? Os personagens estão em guerra, entre espadas e flechas…”, disse ela. “Não sou contra a animação, não é isso, mas são aspectos diferentes. As músicas são brilhantes e vamos honrá-las de uma maneira muito significativa. Mas eu me concentrei no drama de uma menina que está enfrentando uma guerra como um soldado.”

Por falar em realismo, Caro aproveitou par esclarecer porque não incluiu o dragão Mushu na adaptação.

“Mushu faz sentido na animação… Mas nesta versão há um representante da criatura, meio que uma representação espiritual dos ancestrais de Mulan, o que reforça o relacionamento dela com o pai. Foi assim que representamos a ideia de Mushu no live action.”



A versão live-action é dirigida por Niki Caro, e é estrelada pela chinesa Liu Yifei, também conhecida como Crystal Liu, uma das atrizes mais populares desta geração no país.

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