MyFrenchFilmFestival 2024 | Descubra o Atual Cinema Francês no festival 100% Online e Gratuito

Quantos filmes franceses atuais você viu no último ano? Desde sexta-feira, 19 de janeiro, você pode aumentar o seu conhecimento sobre o cinema francófono contemporâneo, na   14ª edição do MyFrenchFilmFestival. De forma 100% online e gratuita, o evento tem como objetivo democratizar e popularizar a atual produção francesa no exterior. 

A programação apresenta títulos inéditos e premiados da atual produção francofônica em 11 longas-metragens e 15 curtas-metragem, durante um mês, ou seja, até o dia 19 de fevereiro. Lembre-se que o filme francês ganhador da Palma de Ouro Anatomia de Uma Queda, de Justine Triet, tem dado o que falar na temporada de premiações e deve estar entre os indicados ao Oscar 2024, anunciados na próxima terça, dia 23 de janeiro. Ele estreia nos cinemas brasileiros no próximo dia 25 de janeiro. 

Para se ter uma ideia, no ano passado a consumação de filmes franceses caiu 39%, no Brasil, de acordo com pesquisa divulgada pelo Box Office França. O único título a passar a marca considerável de centenas de milhares de espectadores foi Os Três Mosqueteiros: D’artagnan, de Martin Bourboulon. Será que não é hora de darmos mais uma chance para o cinema francês? 

Conheça os títulos disponíveis direto no site MyFrenchFilmFestival (clique aqui e basta criar um login) ou nas plataformas parceiras, como a MUBI, Prime Video e Dailymotion. Neste ano, o júri internacional conta com a diretora ítalo-brasileira Lillah Halla (Levante) e, no júri da imprensa internacional, a jornalista Letícia Alassë, do site CinePOP, responsáveis por eleger o melhor longa-metragem da competição. 

Os espectadores também podem votar nos seus filmes preferidos e conceder o prêmio do público. Todos os títulos possuem legendas em português. Conheça a programação abaixo: 

Longa-Metragens em competição: 

Polaris, de Ainara Vera
Neste documentário, a capitã de navios no Ártico, Hayat navega para longe dos homens e do seu passado na França. Quando Leila, a sua jovem irmã, dá à luz a uma menina, as vidas delas serão afetadas. Guiadas pela estrela polar, elas tentarão superar o pesado destino familiar que as une.

Só ao Meu Desejo

Só ao Meu Desejo, de Lucie Borleteau
Você nunca entrou em uma boate de striptease? Mas já teve vontade… pelo menos uma vez… só não teve coragem. Este filme conta a história de quem teve. Livre e hedonista, Só ao Meu Desejo acompanha uma jovem mulher em seu despertar para seu corpo e suas emoções. Uma odisseia feminista no mundo do striptease, conduzida pelas brilhantes atrizes Zita Hanrot (da série Amor Ocasional) e Louise Chevillotte (Benedetta).

Super-Bêbados, de Bastien Milheau
Janus é um jovem estudante do ensino médio que sonha em deixar sua terra natal devastada pelo isolamento e pelo alcoolismo. Seu cotidiano muda quando ele descobre uma destilaria artesanal escondida na adega de seu avô. Se você gostou de Superbad – É hoje (2007), de Greg Mottola, esta seria sua versão do interior da França.

Não deixe de assistir:

Super-Bêbados

Cão Danado, de Jean-Baptiste Durand
Dog e Mirales são amigos de infância. Vivem em uma pequena localidade no sul da França e passam grande parte do dia perambulando nas ruas. Para enganar o tempo, Mirales tem como hábito provocar Dog por demais. A amizade deles ficará abalada com a chegada naquele lugar da jovem Elsa com quem Dog viverá uma história de amor. Morto de inveja, Mirales precisará esquecer o passado para poder crescer e achar o seu lugar.

O Perfume Verde, de Nicolas Pariser
Em plena representação, um ator da companhia de teatro Comédie-Française é assassinado por envenenamento. Martin (Vincent Lacoste), que também faz parte do grupo teatral, é testemunha do assassinato e será considerado suspeito pela polícia e perseguido pela misteriosa organização que encomendou o assassinato. Com a ajuda de Claire (Sandrine Kiberlain), uma desenhista de quadrinhos, ele tenta esclarecer o mistério através de uma viagem bem movimentada pela Europa.

Fifi

Fifi, de Jeanne Aslan e Paul Saintillan
Em Nancy, na região leste da França, no começo do verão… Sophie, ou Fifi, de 15 anos, vive em uma modesta unidade habitacional em meio a um ambiente familiar caótico. Ao cruzar por acaso com Jade, uma velha amiga, que está saindo de férias, Fifi pega escondido as chaves da bela casa da amiga localizada em pleno centro da cidade, que se esvaziou com a chegada do verão. Ao instalar-se, ela se depara com Stéphane, o irmão mais velho de Jade, de 23 anos, que volta para casa sem avisar. Ao invés de mandá-la embora, Stéphane abre as portas da casa para Fifi e deixa que ela venha ficar lá quando quiser…

A Fera na Selva, de Patric Chiha
Livremente inspirado no conto de Henry James, A fera na selva conta a história alucinante de um homem e uma mulher que, durante 25 anos, aguardam juntos em uma grande boate um misterioso evento. De 1979 a 2004, a história da música disco à música tecno, a história de um amor e a história de uma obsessão. 

O Paraíso

O Paraíso, de Zeno Graton
Joe com 17 anos está prestes a deixar um centro de detenção de menores infratores. Se a juíza autorizar a sua liberação, ele terá autonomia. Porém, a chegada de William, um novo menor, vai levá-lo a questionar o seu desejo de liberdade. Em seu primeiro longa, Zeno Graton explora a história de amor na prisão de dois jovens. Ao estabelecer a ternura como um território de liberdade, o filme transcende a questão da representação LGBTQ+.

Proibido para cães e italianos, de Alain Ughetto Paraíso
No início do século XX, a família Ughetto sonhava com uma vida melhor no exterior. Luigi Ughetto atravessa os Alpes e começa uma nova vida na França, mudando para sempre o destino de sua amada família. Esta é uma tocante animação com o poder de misturar uma séria narrativa documental a um tom leve e cômico.

Proibido Cães e Italianos

Fora de Competição

Jane B. pela Agnès V. (1988), de Agnés Varda
Filme selecionado em homenagem ao falecimento da modelo e atriz Jane Birkin em 16 de julho de 2023. Este documentário é uma montagem de filmes que revela Jane sob todas as suas formas, em todos os seus estados, durante várias estações, na sua singularidade bem como na multiplicidade de Janes… a Joana d’Arc, a Calamity Jane, a Jane do Tarzan e a Jane do Gainsbourg. É a mulher das imagens móveis. 

Rodeio, de Joëlle Desjardins Paquette
Primeiro longa-metragem da diretora quebequense Joëlle Desjardins Paquette. Após uma violenta separação, Serge Jr. leva a filha Lily de 9 anos para fazer uma viagem de caminhão pelo Canadá. Dirigem-se à Alberta e ao tradicional Rodeio do Melhor Caminhão Mundial de Badlands, uma corrida com a qual tanto ele quanto Lily sonhavam. Um road movie amargo e poético que aprofunda o mistério das relações entre pai e filha.

Jane B. pela Agnès V.

Curta-metragens (clique e assista): 

A Luta é um Fim, de Arthur Thomas-Pavlowsky 

A Vida no Canadá, de Frédéric Rosset 

Fairplay, de Zoel Aeschbacher 

As Férias de Verão, de Valentine Cadic 

Rápido, de Paul Rigoux 

Jeanne Perua, de Pauline Ouvrard 

Carvão, de David Arslanian

O Grande Arco, de Camille Authouart 

Carinhos, de Margot Reumont 

Galinhas Atômicas, de Thibault Ermeneux, Lucie Lyfoung, Solène Polet, Capucine Prat, Morgane Siriex & Anna Uglova 

Na Dança, de Ekaterina Mikheeva 

Meninas e Cães, de Sophie Fillières 

Dois Amigos, de Natalia Chernysheva 

Entre Duas Irmãs, de Anne-Sophie Gousset & Clément Céard 

Oásis, de Justine Martin

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Letícia Alassë
Crítica de Cinema desde 2012, jornalista e pesquisadora sobre comunicação, cultura e psicanálise. Mestre em Cultura e Comunicação pela Universidade Paris VIII, na França e membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Nascida no Rio de Janeiro e apaixonada por explorar o mundo tanto geograficamente quanto diante da tela.

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